17 novembro, 2017

"A Missa é a oração por excelência", afirma Papa Francisco durante Audiência Geral

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- Papa Francisco durante a catequese de 15 de novembro de 2017. Foto: Captura de imagem/YouTube CTV -
Durante a Audiência Geral da última quarta-feira (17 de novembro), Papa Francisco, dando continuidade ao seu ciclo de catequeses sobre a Eucaristia, destacou que "a Missa é a oração por excelência, a mais elevada, a mais sublime, e ao mesmo tempo a mais 'concreta'".




Estar em oração - explicou o Santo Padre - significa acima de tudo, estar em diálogo, numa relação pessoal com Deus:  “o homem foi criado como ser em relação com Deus, que encontra a sua plena realização somente no encontro com o seu Criador. O encontro da vida é rumo ao encontro definitivo com o Senhor”.

A importância do silêncio


"A Missa, a Eucaristia é o momento privilegiado para estar com Jesus e por meio d’Ele, com Deus e com os irmãos", observou o Papa, depois de citar o encontro do Senhor com Moisés, e de Jesus quando chama os seus discípulos.

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"Rezar, como todo verdadeiro diálogo, é também saber permanecer em silêncio. No diálogo existem momentos de silêncio, no silêncio junto a Jesus. E quando nós vamos à Missa, talvez chegamos cinco minutos antes e começamos a conversar com quem está ao meu lado. Mas não é o momento de conversa! É o momento do silêncio para nos prepararmos para o diálogo. Momento de se recolher no coração para nos prepararmos para o encontro com Jesus. O silêncio é muito importante".

"Recordem o que eu disse na semana passada, sublinhou o Papa. Não vamos a um espetáculo. Vamos a um encontro com o Senhor e o silêncio nos prepara e nos acompanha".

Dirigir-se a Deus como "Pai"


"Jesus mesmo nos ensina como realmente é possível estar com o Pai e demonstra isto com a sua oração". Ele explica aos discípulos que o veem retirar-se em oração, que a primeira coisa necessária para rezar é saber dizer "Pai".




"E prestem atenção: se eu não sou capaz de dizer 'Pai' a Deus, não sou capaz de rezar. Devemos aprender a dizer 'Pai'. Tão simples. Dizer Pai, isto é, colocar-se na sua presença com confiança filial", alertou Francisco.

Humildade e condição filial


Mas para poder aprender isto, "é necessário reconhecer humildemente que temos necessidade de ser instruídos e dizer com simplicidade: Senhor, ensina-me a rezar".

"Este é o primeiro ponto: ser humildes, reconhecer-se filhos, repousar no Pai, confiar n’Ele. Para entrar no Reino dos Céus é necessário fazer-se pequenos como crianças, no sentido de que as crianças sabem entregar-se, sabem que alguém se preocupará com elas, com o que irão comer, o que vestirão e assim por diante".

Deixar-se surpreender


A segunda condição, também ela própria das crianças – continuou Francisco – "é deixar-se surpreender".

"A criança sempre faz mil perguntas porque deseja descobrir o mundo; e se maravilha até mesmo com as coisas pequenas, porque tudo é novo para ela. Para entrar no Reino dos céus, é preciso deixar-se maravilhar".

"Em nossa relação com o Senhor, na oração, deixamo-nos maravilhar? Ou pensamos que a oração é falar a Deus como fazem os papagaios?", pergunta Francisco. "Não! É entregar-se e abrir o coração para deixar-se maravilhar".

"Deixamo-nos surpreender por Deus que é sempre o Deus das surpresas? Porque o encontro com o Senhor é sempre um encontro vivo. Não um encontro de Museu. É um encontro vivo e nós vamos à Missa, não a um Museu. Vamos a um encontro vivo com o Senhor".

Nascer de novo


O Papa então recorda o episódio envolvendo Nicodemos, a quem o Senhor fala sobre a necessidade de "renascer do alto". "Mas o que significa isto? Se pode 'renascer"? Voltar a ter o gosto, a alegria, a maravilha da vida, é possível?".




Segundo Francisco, "esta é uma pergunta fundamental de nossa fé e este é o desejo de todo verdadeiro fiel: o desejo de renascer, a alegria de recomeçar. Nós temos este desejo? Cada um de nós tem desejo de renascer sempre para encontrar o Senhor? Vocês têm este desejo? De fato, se pode perdê-lo facilmente, por causa de tantas atividades, de tantos projetos a serem concretizados, e no final, resta pouco tempo e perdemos de vista o que é fundamental: a nossa vida de coração, a nossa vida espiritual, a nossa vida que é um encontro com o Senhor na oração".

Na Comunhão, Deus vai de encontro a minha fragilidade


O Senhor nos surpreende – disse o Papa – mostrando-nos que "Ele nos ama também em nossas fraquezas", tornando-se "a vítima de expiação pelos nossos pecados" e por aqueles do mundo inteiro.

"E este dom, fonte da verdadeira consolação – mas o Senhor nos perdoa sempre, isto consola, é uma verdadeira consolação, é um dom que nos é dado por meio da Eucaristia, aquele banquete nupcial em que o Esposo encontra a nossa fragilidade. Posso dizer que quando faço a comunhão na Missa o Senhor encontra a minha fragilidade? Sim, podemos dizer isto porque isto é verdade! O Senhor encontra a nossa fragilidade para nos levar de volta àquele primeiro chamado: o de ser a imagem e semelhança de Deus. Este é o ambiente da Eucaristia, esta é a oração".

Com informações da Rádio Vaticano.


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09 novembro, 2017

[VÍDEO VIRAL]: Bispo exorta a dar um basta na degradação moral que afeta o Brasil

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- Dom Antônio Carlos Félix. Foto: Diocese de Governador Valadares -

Em vídeo recente que já se tornou viral nas redes sociais, o Bispo da Diocese de Governador Valadares (MG), Dom Antônio Carlos Félix, exorta os fiéis da darem um "basta a essa degradação moral" que afeta o brasil e o mundo com vários casos de corrupção, ataques à família - que é santuário da vida - e imposição da ideologia de gênero.




"É hora de vocês, católicos, agirem. Não fique se pergundando o que a Igreja vai falar ou fazer a respeito disso. Vocês são a Igreja. A pergunta dever outra: o que nós estamos fazendo contra tudo isso?", exortou o Bispo no vídeo que foi publicado no dia 3 de novembro, na página da Diocese, e já conta com mais de 200 mil visualizações e vários compartilhamentos.

Confira abaixo o vídeo com a exortação de Dom Antônio Carlos Félix.




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08 novembro, 2017

Missa não é espetáculo, declara Papa Francisco no início do novo ciclo de catequeses

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- Papa Francisco declarou que Missa não é espetáculo. Foto: Daniel Ibáñez / ACI Prensa -

O Papa Francisco deu início a um novo ciclo de catequeses onde, a cada quarta-feira, falará sobre a Eucaristia e a Santa Missa.

Após concluir o ciclo de catequeses sobre a esperança Papa Francisco afirmou que escolheu falar sobre este tema "para descobrir como, através deste mistério da fé, resplandece o amor de Deus".




E logo no primeiro dia do novo ciclo (08/11), Papa Francisco já deixou o recado para alguns fiéis, padres e bispos que em muitas vezes deixam de participar na celebração para dar atenção há coisas supérfluas, como, por exemplo, fotografar a Santa Missa.

"A mim provoca muita tristeza quando celebro aqui na Praça ou na Basília e vejo muitos celulares ao alto, não só dos fiéis, mas também de padres e até bispos", declarou.

Francisco explicou que "a Missa não é um espetáculo" e sim um caminhar "ao encontro da paixão e ressurreição do Senhor". E pediu: "nada de celulares".

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A formação litúrgica dos fiéis é algo indispensável para que haja uma participação ativa, consciente e plena durante as celebrações. Este é um tema central, que os Padres conciliares sublinharam durante o Concílio Vaticano II.

A Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilum, em seu número 11, diz que "para assegurar esta eficácia plena, é necessário, porém, que os fiéis celebrem a Liturgia com retidão de espírito, unam a sua mente às palavras que pronunciam, cooperem com a graça de Deus, não aconteça de a receberem em vão".

Francisco declarou que "um dos intentos fortes do Concílio Vaticano II era levar os cristãos a compreender a grandeza da fé e a beleza do encontro com Cristo; com esse objetivo, sob a guia do Espírito Santo, lançou mãos a uma adequada renovação da Liturgia, pois é dela que a Igreja incessantemente vive e é graças a ela que se renova".

"E esta é justamente a finalidade do clico de catequeses que hoje iniciamos: crescer no conhecimento do grande dom que Deus nos doou na Eucaristia", disse o Santo Padre.


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07 novembro, 2017

No ano mariano, cantora católica tem como missão “cantar Jesus por Maria”

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Texto original publicado em ACI Digital
- A cantora católica Marcela Siesler. Foto: Facebook Marcela Siesler -

No ano em que a Igreja celebrou o centenário das aparições de Nossa Senhora de Fátima e o tricentenário do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida, uma cantora que vem ganhando espaços na música católica brasileira assumiu para si uma importante missão, “cantar Jesus por Maria”.




Marcela Siesler é de Petrópolis (RJ) e desde a infância cultiva em seu coração duas paixões, a música e a devoção pela Virgem Maria. Recentemente, uniu ambas em um mesmo projeto denominado Magnificat.

A cantora explicou à ACI Digital que este projeto musical “pretende difundir a devoção mariana através de shows musicais dinâmicos e orantes, bem como pelas músicas gravadas em um CD, ajudando a celebrar e fazer memória, como uma forma de ação de graças”.

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O título Magnificat é o nome do “poema que ficou conhecido na história por causa da primeira palavra de tradução latina de exaltação a Deus, o louvor de Maria de Nazaré” ao Senhor quando visitou sua prima Isabel.

“Este projeto surgiu quando eu buscava minha identidade como cantora, no caminho da profissionalização, e ao encontrá-la demasiadamente mariana, deparei-me com o Ano Mariano no Brasil, 300 anos do milagre de Aparecida e 100 anos de Fátima, contexto perfeito para lançar um projeto mariano”, sublinhou.

Para expressar como vê essa sua missão, Marcela citou uma frase de São Luís Maria Grignion de Montfort: “Quanto mais uma alma estiver consagrada à Maria, tanto mais estará consagrada a Jesus Cristo”.


“A Virgem Maria conduz seus filhos até Jesus Cristo. Mas também é verdade que Jesus nos leva até Maria: Ele é quem inseriu seus vocacionados na comunidade de fé – a Igreja – que encontra em Maria sua melhor e mais nítida imagem”, acrescentou.

Marcela Siesler começou a cantar ainda criança, aos 9 anos, no coral das crianças da catequese da Paróquia Nossa Senhora do Amor Divino, em Corrêas, bairro de Petrópolis, com as irmãs vicentinas.

Naquela época, recordou, o pároco era Pe. José Carlos Medeiros Nunes, conhecido como Pe. Quinha, falecido em 2013. Segundo Marcela, este sacerdote foi “o primeiro grande incentivador desta missão”.

Anos mais tarde, já adolescente, seguiu cantando no ministério Cristo Vida, em Itaipava, também em Petrópolis. E, desde 1999, é ministra de música na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, no bairro Quitandinha, na mesma cidade.




No decorrer de todos esses anos, garantiu, “sempre senti um chamado, um desejo de ampliar minha missão de cantar música, e música sacra. Não cantar por cantar. Mas cantar a fim de fazer o outro rezar, encontrar-se com Deus”.

Além disso, ao seu dom para a música, uniu a relação que cultiva com Nossa Senhora, algo que, conforme relatou, “se estreitou desde minha infância e, principalmente, no início da adolescência, quando vivenciei um período longe de minha mãe”.

Esta relação com a Mãe de Deus é vivida “bem no cotidiano, nas pequenas coisas, as mais simples, como uma mãe mesmo que caminha junto, orienta, fortalece, conduz para Seu Filho, o Cristo”, por exemplo, com “uma Ave Maria em família antes de dormir, um Ângelus na hora do almoço, uma Ave Maria antes da escola, do trabalho, na alegria, na adversidade”.

Assim, Marcela Siesler tem seguido com sua missão como cantora e devota da Virgem, buscando transmitir “uma mensagem de exercer uma relação íntima com Jesus e com Sua Mãe, Maria Santíssima”.

Fonte: ACI Digital

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15 frases de santos de todos os tempos sobre a Virgem Maria

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Publicado originalmente em ACI Digital
- Imagem referencial - Wikipédia - Duccio (Domínio Público) -

Desde o início do cristianismo, a Igreja encontrou na Mãe de Deus um modelo a seguir, ressaltando sempre suas virtudes. A seguir, apresentamos 15 frases de santos conhecidos sobre a Virgem Maria:




1. Santo Agostinho de Hipona, Padre e Doutor da Igreja


“Maria era bem-aventurada porque antes de dar à luz o Mestre na carne, o levou no seio”.

2. Santo Agostinho de Hipona


“Maria era feliz porque ouviu a palavra de Deus e a pôs em prática; guardou mais a verdade de Cristo na sua mente do que o corpo de Cristo no seu seio”.

3. Santo Afonso Maria de Ligório, Doutor da Igreja e padroeiro dos confessores e moralistas


“Maria é aquela torre de Davi, de que fala o Espírito Santo nos sagrados Cânticos: ‘Ao redor dela se elevam fortalezas; ali se veem suspensos mil escudos e todas as armas dos valentes’ (Ct 4,4). Vós sois, portanto, Virgem Santíssima – como diz Santo Inácio Mártir – ‘um escudo inexpugnável para aqueles que andam empenhados no combate’”.

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4. São Bernardo de Claraval, Doutor da Igreja e conhecido por seu amor à Virgem Maria


“Se o vento das tentações se levanta, se o escolho das tribulações se interpõe em teu caminho, olha a estrela, invoca Maria”.

5. São Bernardo, também compositor de muitas orações marianas


“Se Ela te sustenta, não cairás; se Ela te protege, nada terás a temer; se Ela te conduz, não te cansarás, se Ela te é favorável, alcançarás o fim”.

6. São Francisco de Assis, fundador dos Franciscanos e devoto da Virgem


“Salve ó Senhora Santa, Rainha Santíssima, Mãe de Deus, ó Maria... Em vós residiu e reside toda plenitude da graça e todo o bem”.

7. Santo Irineu, Padre da Igreja dos primeiros séculos que combateu heresias


“O nó da desobediência de Eva foi desatado pela obediência de Maria. O que uma fez por incredulidade o desfez a outra pela fé”.

8. São Luís Maria Grignion de Montfort, autor de vários livros marianos, entre eles o “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”


“Sou todo teu, Maria, e tudo o que é meu te pertence”.

9. São Luís Maria Grignion de Montfort


“A quem Deus quer fazer muito santo, o faz muito devoto da Virgem Maria”.

10. São João Bosco, grande propagador da devoção a Maria Auxiliadora


“Um sustentáculo grande para vós, uma arma poderosa contra as insídias do demônio, tendes na devoção à Maria Santíssima”.




11. Santa Teresa de Jesus, mística e Doutora de Igreja


“Grande coisa é o que agrada a Nosso Senhor qualquer serviço que se faça à sua Mãe”.

12. Santa Teresa de Lisieux, Doutora da Igreja e Padroeira das missões


“Com a prática fiel das virtudes mais humildes e simples, tornaste, minha Mãe, visível a todos o caminho reto do Céu”.

13. Santa Teresa dos Andes, carmelita descalça latino-americana


“Maria, és a Mãe do Universo. Quem não se anima ao ver-te tão pura, tão terna, tão compassiva, a revelar seus íntimos tormentos? Se é pecador, tuas carícias o enternecem. Se é teu fiel devoto, somente tua presença acende a chama viva do amor divino”.

14. São João Paulo II, o Papa das famílias


“Nos deste a Tua Mãe como nossa, para que nos ensine a meditar e adorar no coração. Ela, recebendo a Palavra e colocando-a em prática, fez-se a mais perfeita Mãe”.

15. São João Paulo II, o Papa peregrino


“Dai-nos vossos olhos, ó Maria, para decifrar o mistério que se esconde nos frágeis membros do Filho. Ensinai-nos a reconhecer a sua face nas crianças de toda raça e cultura”.

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03 novembro, 2017

[LANÇAMENTO] Livro conta a história dos primeiros mártires do Brasil

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- Imagem: divulgação/Edições Loyola -

Para celebrar os trinta e cinco novos santos mártires, dos quais trinta são brasileiros, canonizados pelo Papa Francisco em 15 de outubro de 2017, a Edições Loyola publicou a obra "O sangue dos mártires – A história dos primeiros mártires do Brasil", escrita pelo Padre José Freitas Campos – ou Pe. Campos como é nacionalmente conhecido por suas composições musicais para a Liturgia e animação pastoral.




A obra apresenta a história dos massacres de Cunhaú e Uruaçu, tendo como base uma cuidadosa pesquisa realizada e divulgada em livro no final dos anos 1980, pelo Monsenhor Francisco de Assis Pereira (1935-2011), postulador da causa da beatificação dos mártires.

De acordo com o Monsenhor Pereira, todos foram assassinados porque os holandeses não aceitavam a prática do catolicismo nas áreas por eles dominadas. Ainda segundo Pereira, o camponês Mateus Moreira, repetia a frase "Louvado seja o Santíssimo Sacramento" antes de ter seu coração arrancado pelas costas. No dia 16 de julho de 1645, em Cunhaú, 69 pessoas foram mortas durante uma Missa celebrada pelo Padre André de Soveral e no dia 3 de outubro, outro grupo de 80 católicos foi assassinado juntamente com o sacerdote Ambrósio Francisco Ferro na cidade de Uruaçu.

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Calcula-se que cerca de 150 pessoas tenham sido assassinadas nos dois morticínios, mas apenas 30 foram identificadas, beatificadas e canonizadas. Desse total, 28 eram brasileiras, uma portuguesa, e outra, possivelmente francesa ou espanhola. O processo de beatificação dos mártires foi aberto em 16 de junho de 1989 e concluído em 5 de março de 2000, em uma cerimônia celebrada pelo Papa João Paulo II. Em geral, o rito de beatificação e canonização pede a comprovação de milagres, porém essa condição é dispensada em caso de martírio por motivos de ódio à fé católica.

Sobre os 30 mártires brasileiros, o Cardel Arcebispo emérito de São Paulo, Dom Cláudio Hummes, em maio de 2010 no encerramento do XVI Congresso Eucarístico Nacional, fez a seguinte recomendação: "Esses mártires, caros irmãos e irmãs, são uma das maiores glórias da Igreja no Brasil. O seu martírio reconhecido pela Igreja, contém grande força de evangelização. Devíamos torna-los conhecidos e venerados, porque nos ajudariam amar e valorizar o domingo e a Missa dominical".

Ao apresentar "O sangue dos mártires – A história dos primeiros mártires do Brasil", o Arcebispo de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha, é enfático ao dizer: "Estamos diante de um esforço que une seriedade, paixão pela verdade e forte desejo de partilhar conhecimento. Em sua obra, o Pe. Campos enfatiza que os Mártires são patrimônio de nossa terra, são membros de uma Igreja que tem uma longa história de testemunhos, de homens e mulheres que desejam uma Nação livre e abençoada por Deus".

Para adquirir um exemplar do livro "O sangue dos mártires – A história dos primeiros mártires do Brasil", basta acessar o link: https://www.livrarialoyola.com.br/produto/sangue-dos-martires-o-a-historia-dos-primeiros-martires-do-brasil-548339

Quem é Padre José Freitas Campos, autor do livro?


Membro de clero diocesano de Natal (RN), é mestre em Teologia Dogmática pela Universidade Gregoriana, com especialização em Teologia e Sacramentos, no Pontifício Ateneu Santo Anselmo de Roma. É nacionalmente conhecido por suas composições musicais para a Liturgia e animação Pastoral, tendo percorrido todo o Brasil nos Cursos de Canto Pastoral. Atualmente é pároco da Paróquia São Sebastião e assessor da Comissão Bíblico-Catequética da Arquidiocese de Natal.


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