06 agosto, 2020

Fique ligado: Batismo com fórmula modificada é inválido

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- Imagem referencial - Foto. Josh Applegate/Unsplash -

Imagine a situação: na celebração do Batismo o ministro diz: "Em nome do papai e da mamãe, do padrinho e da madrinha, dos avós, dos familiares, dos amigos, em nome da comunidade, nós te batizamos em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo". Incomum, não é? E errado também!

E é a própria Igreja, através da Congregação para a Doutrina da Fé, que afirma isso em resposta do dia 24 de junho de 2020. E se a Congregação recebeu e respondeu é porque tem gente fazendo errado.




As perguntas que receberam respostas da Congregação para a Doutrina da Fé foram as seguintes: "É válido o Batismo conferido com a fórmula 'Nós te batizamos em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo'?"; e: "Aquelas pessoas para quem foi celebrado o Batismo com esta fórmula devem ser batizadas de modo absoluto?"

A Congregação respondeu que não é válido o batismo com o "NÓS te batizamos" e também declarou que para quem foi celebrado o batismo dessa maneira será sim preciso realizar o sacramento de modo absoluto.

Qual a fórmula correta para o Batismo?


Segundo Catecismo da Igreja Católica, em seu número 1240, na Igreja latina, as palavras utilizadas quando se confere o Batismo são: "Eu te batizo em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo", depois de pronunciado o nome do catecúmeno.

O mesmo número do Catecismo fala também de como ocorre nas liturgia orientais. As modificações são pequenas, mas permanece o "em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo".

Nota doutrinal emitida pela Congregação sobre o Batismo


Na resposta, a Congregação para a Doutrina da Fé emitiu também uma nota doutrinal com a finalidade de tratar sobre essa modificação deliberada da fórmula do sacramental do Batismo.

De acordo com a nota doutrinária da Congregação, aparentemente a modificação "foi introduzida para sublinhar o valor comunitário do Batismo, para exprimir a participação da família e dos presentes e para evitar a ideia da concentração de um poder sacral no sacerdote, em detrimento dos pais e da comunidade".

Ao citar a Sacrosanctum Concilium, a nota doutrinal explica que o pensamento utilizado para tal modificação no ritual não faz sentido, uma vez que "quando alguém batiza, é Cristo mesmo que batiza".

"A Igreja, com efeito, quando celebra um Sacramento, age como Corpo que opera inseparavelmente da sua Cabeça, enquanto é o Cristo-Cabeça que age no Corpo eclesial por ele gerado no mistério da Páscoa", afirma o texto.

A nota doutrinária recordou ainda que as modificações deliberadas dos textos litúrgicos, sejam com acréscimo ou supressões de termos, não são permitidas.

A Sacrosanctum Concilium estabeleceu que ninguém, "mesmo que seja sacerdote, ouse, por sua iniciativa, acrescentar, suprimir ou mudar seja o que for em matéria litúrgica".

Prossegue a nota doutrinária: "Modificar por própria iniciativa a forma celebrativa de um Sacramento não constitui um simples abuso litúrgico, como transgressão de uma norma positiva, mas um vulnus (uma ofensa) infligido, ao mesmo tempo, à comunhão eclesial e à possibilidade de reconhecimento da ação de Cristo, que nos casos mais graves torna inválido o próprio Sacramento, já que a natureza da ação ministerial exige transmitir com fidelidade aquilo que se recebeu".

"Na celebração dos Sacramentos, com efeito, o sujeito é a Igreja-Corpo de Cristo juntamente com sua Cabeça, que se manifesta na concreta assembleia reunida. Tal assembleia porém age ministerialmente – não colegialmente – porque nenhum grupo pode fazer de si mesmo Igreja, mas se torna Igreja em virtude de um chamado, que não pode surgir do interno da própria assembleia. O ministro é, portanto, sinal-presença d’Aquele que reúne e, ao mesmo tempo, é lugar de comunhão de cada assembleia litúrgica com a Igreja inteira. Em outras palavras, o ministro é um sinal exterior da subtração do Sacramento ao nosso arbítrio e da sua pertença à Igreja universal".

A nota da Congregação para a Doutrina da Fé reforça ainda que "no caso específico do Sacramento do Batismo, o ministro não só não tem autoridade de dispor à vontade da fórmula sacramental, pelos motivos de natureza cristológica e eclesiológica", "mas não pode sequer declarar que age em nome dos pais, dos padrinhos, dos familiares ou dos amigos, e nem mesmo em nome da assembleia reunida para a celebração, porque o ministro age enquanto sinal-presença da ação de Cristo, que se realiza no gesto ritual da Igreja".

"Quando o ministro diz 'Eu te batizo…', não fala como um funcionário que cumpre um papel a ele confiado, mas opera ministerialmente como sinal-presença de Cristo, que age no seu Corpo, doando a sua graça e tornando aquela concreta assembleia litúrgica manifestação 'da genuína natureza da verdadeira Igreja', enquanto 'as ações litúrgicas não são ações privadas, mas celebrações da Igreja, que é sacramento de unidade, isto é, povo santo, reunido e ordenado sob a direção dos bispos'".

A nota doutrinária concluí reforçando que "alterar a fórmula sacramental significa, ainda, não compreender a natureza mesma do ministério eclesial, que é sempre serviço a Deus e ao seu povo e não exercício de um poder que chega à manipulação daquilo que foi confiado à Igreja com um ato que pertence à Tradição".

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04 agosto, 2020

Modéstia cristã: o que pode e o que não pode?

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- Imagem referencial. Foto: Ben White/Unsplash -

Em um momento ou outro você já escutou alguém falando sobre modéstia, seja em uma conversa com amigos, discussão no WhatsApp ou um vídeo publicado em algum lugar, não é mesmo?

Contudo, muitas vezes ficam perguntas soltas: posso vestir isso ao invés daquilo? Se eu colocar essa roupa estarei sendo modesto? Todo mundo que usa vestido pratica a modéstia? Realmente, essas e outras tantas perguntas ficam no ar.

O que pode ou não na modéstia?


Para responder às questões, vamos utilizar um vídeo onde o sacerdote da Diocese de Anápolis (GO) e doutor em Teologia pela Universidade de Navarra, Padre Françoá Costa, fala sobre a modéstia.

No vídeo publicado pelo canal Santa Carona, Padre Françoá fala sobre como funciona a modéstia católica e ensina como descobrir se uma atitude relacionada à vestimenta é pecado ou não.



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Papa emérito Bento XVI indica onde deseja ser enterrado

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- Bento XVI em 2007. Foto: Wikimedia -

O Papa emérito Bento XVI já indicou onde deseja ser enterrado, é o que afirmou o jornal alemão Passauer Neue Presse (PNP).

Segundo o PNP, Bento XVI escolheu ser enterrado no antigo túmulo de São João Paulo II, na cripta da Basílica de São Pedro, Vaticano. A sepultura está vazia desde que o corpo do santo polonês foi transferido para a parte superior da Basílica quando foi canonizado em 2014.

Ainda de acordo com PNP, o testamento espiritual de Bento XVI já está escrito e, tal como aconteceu com seu antecessor, pode ser publicado após sua morte.

Em fevereiro de 2018, Bento XVI escreveu uma carta ao diretor do jornal italiano Corriere della Sera, na qual falou sobre sua saúde. Na ocasião, o Papa emérito disse que, "no lento declínio das forças físicas, interiormente estou em peregrinação para Casa".

"É uma grande graça para eu estar cercado neste último pedaço de estrada, às vezes um pouco cansativo, por amor e uma bondade que nunca poderia ter imaginado".



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03 agosto, 2020

Oração de consagração das famílias aos Santíssimos Corações de Jesus e de Maria

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Santíssimos Corações de Jesus e Maria, unidos no amor perfeito, como nos olhais com carinho e misericórdia, consagramos nossos corações, nossas vidas e nossas famílias a Vós.

Conhecemos que o belo exemplo de vosso lar em Nazaré foi um modelo para cada uma de nossas famílias. Esperamos obter, com Vossa ajuda, a união e o amor forte e perdurável que vos destes. 

Que nosso lar seja cheio de alegria. Que o afeto sincero, a paciência, a tolerância, e o respeito mútuo sejam dados livremente a todos. Que nossas orações incluam as necessidades dos outros, não somente as nossas. E que sempre estejamos próximos dos sacramentos. 

Abençoai a todos os presentes e também os ausentes, tantos os vivos como os defuntos; que a paz esteja conosco, e quando formos provados, concedei a resignação cristã à vontade de Deus. 

Mantende nossas famílias perto de Vossos Corações; que Vossa proteção especial esteja sempre conosco. Sagrados Corações de Jesus e Maria, escutai nossa oração. Amém.

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Bento XVI está com saúde fragilizada, afirma jornal alemão

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- Bento XVI em Portugal (2010) -


O Papa emérito Bento XVI está com a saúde gravemente fragilizada devido à uma infecção bacteriana, de acordo com informações do jornal alemão Passauer Neue Presse (PNP).

Na matéria publicada por PNP em 3 de agosto, o biógrafo de Bento XVI, Peter Seewald, afirmou que o Papa emérito "sofre de erisipela no rosto, uma doença infecciosa que se caracteriza por erupções faciais e episódios de dor intensa."





Ainda na entrevista concedida à PNP, Seewald disse que Bento XVI está "muito frágil" desde sua viagem à Baviera, em junho, para ver seu irmão mais velho, Monsenhor Georg Ratzinger, antes de seu falecimento em 1º de julho.

De acordo com o secretário pessoal de Bento XVI, Dom Georg Gänswein, "o condição de saúde do papa emérito não é especialmente preocupante - além da idade de jovem de 93 anos que está prestes a superar uma fase altamente aguda de uma doença dolorosa, mas não grave".


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09 julho, 2020

Casar e curtir para só depois ter filhos é um pensamento católico?

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- Imagem referencial. Foto: Pixabay -

Casar, construir seus próprios projetos, ter casa própria, viajar e curtir a vida para só depois ter filhos: esse pensamento de várias pessoas quando se casam é resultado do egoísmo e perda do sentido daquilo que é o sacramento do matrimônio.

"É de livre vontade que o fazeis? É por toda a vida que o prometeis? Estais dispostos a receber com amor os filhos que Deus vos confiar, educando-os na lei de Cristo e da Igreja?". Para essas três perguntas os noivos dizem: "Sim". Mas, na prática, a terceira resposta está quase para um "a gente pensa melhor depois".




Em vídeo publicado em seu perfil no Facebook, Victória Libonati faz uma reflexão sobre o medo de alguns casais em terem filhos logo após começarem a vida matrimonial por conta da responsabilidade ou dificuldades que a paternidade impõe.

Segundo ela, "o principal objetivo do vídeo é todos entenderem que não tem problema nenhum um casal ter filhos meses depois que casou, pelo contrário. O amor desse casal gerou uma vida e devemos louvar a Deus por isso".

Victória conta que durante o período de noivado e seu primeiro ano de vida matrimonial, ela e seu marido ouviram que deveriam "aproveitar o casamento, viajar fazer planos apenas entre os dois antes dos filhos chegarem, porque depois que eles (os filhos) chegassem, tudo ficaria mais difícil".

No primeiro momento, Victória conta que concordava com esse pensamento, mas isso mudou depois que engravidar.

"Estive grávida e, infelizmente ou felizmente, meu filho já nasceu para o céu".




Muito emocionada, ela relata que a gravidez a fez perceber que havia sido egoísta em "querer ter tudo primeiro antes de ter um neném e isso me corroeu por dentro".

"Por que as pessoas insistem em esperar para ter um filho? Por que as pessoas insistem em colocar em nossa cabeça que tem um momento certo para isso?", questiona Victória. "O momento certo que quando Deus quer", pontua.

Como diz o Catecismo da Igreja Católica, "a fecundidade é um bem, um dom, uma finalidade do matrimônio. Dando a vida, os esposos participam da paternidade de Deus" (n. 2398).

"O que é o matrimônio se a gente não espera por um filho? Acho que é incompleto".

"A maternidade do século XXI não pode ser do jeito que é: 'como eu quero, quando eu quero'. Precisamos voltar a ter os pensamentos que Deus quer que a gente tenha".

Confira abaixo o vídeo publicado por Victória Libonati.



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01 julho, 2020

Aos 96 anos, morre Mons. Georg Ratzinger, irmão mais velho de Bento XVI

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- Monsenhor Georg Ratzinger. Foto: Wikipedia/Domínio Público -

Faleceu, na manhã deste 1º de julho, o Monsenhor Georg Ratzinger, irmão mais velho do Papa emérito Bento XVI, aos 96 anos de idade. Conforme afirma o site Vatican News, "o idoso prelado bávaro encontrava-se em Regensburg, na Baviera, a cidade onde viveu e onde há poucos dias recebeu a última visita do seu irmão".




Monsenhor Georg Ratzinger nasceu em 15 de janeiro de 1924 em Pleiskirchen, na Alemanha. Seus pais foram  Joseph Ratzinger, um oficial de polícia, e Maria Ratzinger. Além do Papa emérito Bento XVI, tinha uma irmã, María, que faleceu em 1991.

Fez seus estudos eclesiásticos no seminário da Arquidiocese de Munique e Freising e, em 29 de junho de 1951, Solenidade de São Pedro e São Paulo, foi ordenado sacerdote junto com seu irmão, Joseph.

Graduado em música sacra, Mons. Georg foi diretor no coro da Catedral de Ratisbona e, em 1976, nomeado Prelado de hora do Papa, recebendo o título de Monsenhor.

Conforme afirma Vatican News, "Georg Ratzinger era um homem simples e pouco habituado à diplomacia. Por exemplo, nunca escondeu o fato de não ter exultado com a eleição do irmão em abril de 2005: 'Devo admitir que não esperava - disse ele - e fiquei um pouco decepcionado... Tendo em conta os seus onerosos compromissos, compreendi que a nossa relação teria de ser muito reduzida. Em todo o caso, por detrás da decisão humana dos cardeais está a vontade de Deus, e a ela devemos dizer sim'".




Entrevistado por uma revista alemã em 2011, Mons. Georg Ratzinger afirmou: "Se ele [Bento XVI] não conseguisse mais do ponto de vista físico, o meu irmão deveria ter a coragem de se demitir".

Mons. Ratzinger esteve entre os primeiros a receber, com meses de antecedência, a decisão histórica do Papa Bento XVI de renunciar ao ministério petrino por razões relacionadas à idade. "O meu irmão deseja mais tranquilidade na velhice", afirmou à Vatican News.

Apesar dos problemas com as pernas e com a visão, o irmão mais velho do Papa emérito continuou a viajar de Regensburg para Roma, permanecendo no mosteiro Mater Ecclesiae durante vários períodos, fazendo muitas vezes companhia a Bento XVI.

Em 18 de junho, o Papa emérito Bento XVI deixou a Itália pela primeira vez após sua renúncia. O motivo: visitar seu irmão na Alemanha. Foi a última vez que os dois se viram.


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