15 dezembro, 2017

Leigos se passam por padres e "concelebram" Missa na Canção Nova

Nenhum comentário:
Em destaque, Jonathan Alifer Albuquerque (à esquerda) e Jorge Heracleo (à direita) / Foto: Captura de tela

Dois homens se passaram por sacerdotes da Igreja Católica e "concelebram" a Santa Missa na Canção Nova, no dia 13 de dezembro, enganando os fiéis e o Padre Roger Luís, que presidiu o ato litúrgico. Tão logo a falsidade ideológica foi descoberta, os dois rapazes foram retirados do presbitério.

Ambos os rapazes ingressaram no presbitério utilizando uma carteira falsa que assinalava que eram sacerdotes da Igreja Católica.

Após o episódio, a Cúria Diocese de Caruaru emitiu um comunicado informando o nome destes homens que estão invadindo as paróquias e se passando por padres.




Os nomes informados no comunicado da Diocese de Caruaru são: José Lucas Carlos Pinheiro, nascido em Gravatá aos 11/02/1998; Jonathan Alifer Albuquerque da Silva, nascido em Apucarana - PR aos 07/06/1996; Carlos, de Camocim de São Felix.

Durante a celebração na Canção Nova, estavam presentes os falsos sacerdotes Jonathan Alifer Albuquerque da Silva, citado anteriormente, e Jorge Heracleo, que em um perfil no Facebook se diz ser arcebispo de Gravatá. Ocorre que a divisão eclesiástica territorial, a cidade de Gravatá pertence à Diocese de Caruaru, não compreendendo assim a uma Arquidiocese, como indica o perfil do falso Bispo.


Veja também:

Após receber comunicados fidedignos sobre o uso de vestes eclesiásticas e litúrgicas por parte destes leigos residentes no território diocesano de Caruaru, a diocese declarou que eles "afastaram-se da Igreja Católica, Apostólica, Romana e vem confundindo o povo com roupas litúrgicas da Igreja Católica, afirmando que celebram Missa e outros sacramentos, numa inequívoca afronta a legislação vigente notadamente o Artigo 7° do Decreto n. 7.107, de 11/02/2010 (Acordo Brasil – Santa Sé), que 'garante a proteção dos lugares de culto da Igreja e de suas liturgias, símbolos, imagens, e objetos cultuais, contra toda forma de violação, desrespeito e uso ilegítimo'".

"Conclamamos os fiéis Católicos a permanecerem em comunhão com a Igreja Católica, com o Papa Francisco e com o Bispo Diocesano, e, portanto, a não participarem de celebrações por eles promovidas, pois as mesmas não têm nenhum valor religioso ou sacramental. O Código de direito canônico preceitua que, 'quem não é promovido à ordem sacerdotal e simula a administração de um sacramento, seja punido com justa pena' (Cân. 1378 e 1379)".




A diocese também declarou que "e os mesmos manifestarem o desejo de voltar à Igreja Católica, onde foram batizados, renovando com declaração publica o propósito de aderir à disciplina da Igreja Católica, poderão ser readmitidos à comunhão eclesial, após um período de renovação espiritual".

Estes homens fazem parte da Igreja Católica Apostólica Cristo Eterno Sacerdote


A Igreja Católica Apostólica Cristo Eterno Sacerdote não tem comunhão com o Santo Padre e, desde modo, não estão em comunhão com Igreja Católica Apostólica Romana. Sendo assim, jamais algum de seus membros poderia estar no presbitério concelebrando a Santa Missa.

Nas redes sociais é possível encontrar uma página da Arquidiocese de Gravatá, criada pelos membros Igreja Católica Apostólica Cristo Eterno Sacerdote, com a presença de um bispo que recebem sagração ilícita ilegítima.

Recomendado para você
Continue lendo...

24 novembro, 2017

Por que na Igreja há taxas e espórtulas para celebrar alguns sacramentos?

Nenhum comentário:
Espórtula
Daniel Mafra/Canção Nova

Espórtulas são os valores cobrados pela Igreja quando esta ministra alguns sacramentos como batismo, crisma e matrimônio, especialmente a Santa Missa por alguma intenção especial.

Em primeiro lugar, é preciso deixar bem claro que essa medida longe está de querer cobrar pelo sacramento ministrado. Cada um deles é impagável, porque custou o preço do Sangue precioso de Jesus para a nossa salvação. Os sete sacramentos brotaram do coração de Jesus transpassado pela lança na cruz. É por meio deles que as graças da salvação, conquistadas a nós por Cristo, chegam a nós, e isso é impagável!

Então, por que a Igreja cobra uma taxa para celebrar alguns deles?


A prática das espórtulas é inspirada no Novo Testamento e existe durante quase dois mil anos. Essa prática tem duplo sentido:

1) para quem oferece sua dádiva, é uma forma de participar, de maneira mais íntima, da oblação Eucarística e dos frutos desta. É expressão da fé e do amor com que tem acesso ao Pai por Cristo no Espírito Santo. Assim, as espórtulas se justificam como a expressão da fé e do amor dos fiéis que desejam participar mais intimamente dos frutos da Santa Missa.




2) para a Igreja, é um meio de sustentação legítimo, baseado na tradição bíblica e que não se trata de simonia, isto é, de comércio com as coisas sagradas. Após o Concílio do Vaticano II (1962-1965), que fez um balanço da vida eclesial, considerando as suas necessidades, o Papa Paulo VI regulamentou as espórtulas da Missa, em 13/06/1974, quando publicou o Motu Próprio Firma in Traditione, em que dizia:

“É tradição firmemente estabelecida na Igreja que os fiéis, movidos por seu espírito religioso e seu senso eclesial, acrescentem ao sacrifício eucarístico um certo sacrifício pessoal, a fim de participar mais estritamente daquele. Atendem assim às necessidades da Igreja e, mais particularmente, à subsistência dos seus sacerdotes. Isso está de acordo com o espírito das palavras do Senhor: ‘o trabalhador merece o seu salário’ (Lc 10,7), palavras que São Paulo lembra em sua primeira carta a Timóteo (5,18) e na primeira aos Coríntios (9,7-14)”.

“O clero que, por seu trabalho, merece receber o necessário para se sustentar, deveria ter sua subsistência garantida por um sistema de financiamento independente de ofertas feitas por particulares ou pelos fiéis que peçam serviços religiosos.”

O que diz o Código de Direito Canônico?


Depois disso, o assunto foi regulamentado também pelo Papa João Paulo II, em 22 de janeiro de 1991, no Decreto Sobre as Espórtulas, preparado pela Sagrada Congregação para o Clero. O Código de Direito Canônico, promulgado em 25/11/83, quando fala das espórtulas, diz entre outras coisas:

Cânon 945 – § 1. “Segundo o costume aprovado pela Igreja, a qualquer sacerdote que celebra ou concelebra a Missa, é permitido receber a espórtula oferecida para que ele aplique a Missa segundo determinada intenção. § 2. Recomenda-se vivamente aos sacerdotes que, mesmo sem receber nenhuma espórtula, celebrem a Missa segundo a intenção dos fiéis, especialmente dos pobres.

Veja também:


Cânon 946 – Os fiéis que oferecem espórtula para que a Missa seja aplicada segundo suas intenções concorrem, com essa oferta, para o bem da Igreja e participam de seu empenho no sustento de seus ministros e obras.

Cânon 947 – Deve-se afastar completamente das espórtulas de Missas até mesmo qualquer aparência de negócio ou comércio.

No início da Igreja, os cristãos, ao participarem da Santa Missa, levavam consigo dons naturais (pão, vinho, leite, frutas, mel etc.). Depois, passou a se fazer doações também em dinheiro por ser mais prático. A Igreja, como uma sociedade também humana e inserida neste mundo, precisa de dinheiro para exercer a missão de pregar o Evangelho, confiada a ela pelo próprio Cristo, desde os tempos d’Ele. Os doze apóstolos tinham uma caixa comum (cf. Jo 12,6). Jesus aceitava que algumas mulheres os ajudassem com seus bens, entre elas, Maria Madalena, Joana, mulher de Cuza; Susana e várias outras (cf. Lc 8,1-3).

A primeira comunidade cristã em Jerusalém praticava a voluntária partilha de bens (cf. At 2,44; 5,1-6). Jesus elogiou a oblação da viúva no Tesouro do Templo: “Em verdade eu vos digo que esta viúva, que é pobre, lançou mais do que todos os que ofereceram moedas ao Tesouro. Pois todos os outros deram do que lhes sobrava; ela, porém, na sua penúria, ofereceu tudo o que tinha, tudo o que possuía para viver” (Mc 12,42-44).

E aqueles que não têm dinheiro para mandar celebrar a Santa Missa?


A Igreja reza diariamente por todas as grandes intenções e necessidades da humanidade (os doentes, os moribundos, os encarcerados, os falecidos etc.), também pelas almas do Purgatório em todas as Celebrações Eucarísticas. Assim, não há almas abandonadas no Purgatório por falta de dinheiro da parte dos familiares.

Quando todos os católicos pagarem o dízimo que a Igreja não obriga que seja 10% do que a pessoa ganha, embora isso seja bom, então, certamente, não será mais preciso cobrar taxas para a celebração dos sacramentos, como o batismo, o crisma e o matrimônio. Mas isso ainda não é comum; por isso a Igreja precisa das taxas para suas necessidades materiais.

O Código de Direito Canônico afirma:


Cânon 222 § 1. “Os fiéis têm obrigação de socorrer às necessidades da Igreja, a fim de que ela possa dispor do que é necessário para o culto divino, para as obras de apostolado e de caridade e para o honesto sustento dos ministros.”

O que o Catecismo da Igreja Católica diz no §2043: “Os fiéis cristãos têm ainda a obrigação de atender, cada um segundo as suas capacidades, as necessidades materiais da Igreja”.

Publicado originalmente no site da Canção Nova.

Recomendado para você
Continue lendo...

17 novembro, 2017

"A Missa é a oração por excelência", afirma Papa Francisco durante Audiência Geral

Nenhum comentário:
- Papa Francisco durante a catequese de 15 de novembro de 2017. Foto: Captura de imagem/YouTube CTV -
Durante a Audiência Geral da última quarta-feira (17 de novembro), Papa Francisco, dando continuidade ao seu ciclo de catequeses sobre a Eucaristia, destacou que "a Missa é a oração por excelência, a mais elevada, a mais sublime, e ao mesmo tempo a mais 'concreta'".




Estar em oração - explicou o Santo Padre - significa acima de tudo, estar em diálogo, numa relação pessoal com Deus:  “o homem foi criado como ser em relação com Deus, que encontra a sua plena realização somente no encontro com o seu Criador. O encontro da vida é rumo ao encontro definitivo com o Senhor”.

A importância do silêncio


"A Missa, a Eucaristia é o momento privilegiado para estar com Jesus e por meio d’Ele, com Deus e com os irmãos", observou o Papa, depois de citar o encontro do Senhor com Moisés, e de Jesus quando chama os seus discípulos.

Veja também:



"Rezar, como todo verdadeiro diálogo, é também saber permanecer em silêncio. No diálogo existem momentos de silêncio, no silêncio junto a Jesus. E quando nós vamos à Missa, talvez chegamos cinco minutos antes e começamos a conversar com quem está ao meu lado. Mas não é o momento de conversa! É o momento do silêncio para nos prepararmos para o diálogo. Momento de se recolher no coração para nos prepararmos para o encontro com Jesus. O silêncio é muito importante".

"Recordem o que eu disse na semana passada, sublinhou o Papa. Não vamos a um espetáculo. Vamos a um encontro com o Senhor e o silêncio nos prepara e nos acompanha".

Dirigir-se a Deus como "Pai"


"Jesus mesmo nos ensina como realmente é possível estar com o Pai e demonstra isto com a sua oração". Ele explica aos discípulos que o veem retirar-se em oração, que a primeira coisa necessária para rezar é saber dizer "Pai".




"E prestem atenção: se eu não sou capaz de dizer 'Pai' a Deus, não sou capaz de rezar. Devemos aprender a dizer 'Pai'. Tão simples. Dizer Pai, isto é, colocar-se na sua presença com confiança filial", alertou Francisco.

Humildade e condição filial


Mas para poder aprender isto, "é necessário reconhecer humildemente que temos necessidade de ser instruídos e dizer com simplicidade: Senhor, ensina-me a rezar".

"Este é o primeiro ponto: ser humildes, reconhecer-se filhos, repousar no Pai, confiar n’Ele. Para entrar no Reino dos Céus é necessário fazer-se pequenos como crianças, no sentido de que as crianças sabem entregar-se, sabem que alguém se preocupará com elas, com o que irão comer, o que vestirão e assim por diante".

Deixar-se surpreender


A segunda condição, também ela própria das crianças – continuou Francisco – "é deixar-se surpreender".

"A criança sempre faz mil perguntas porque deseja descobrir o mundo; e se maravilha até mesmo com as coisas pequenas, porque tudo é novo para ela. Para entrar no Reino dos céus, é preciso deixar-se maravilhar".

"Em nossa relação com o Senhor, na oração, deixamo-nos maravilhar? Ou pensamos que a oração é falar a Deus como fazem os papagaios?", pergunta Francisco. "Não! É entregar-se e abrir o coração para deixar-se maravilhar".

"Deixamo-nos surpreender por Deus que é sempre o Deus das surpresas? Porque o encontro com o Senhor é sempre um encontro vivo. Não um encontro de Museu. É um encontro vivo e nós vamos à Missa, não a um Museu. Vamos a um encontro vivo com o Senhor".

Nascer de novo


O Papa então recorda o episódio envolvendo Nicodemos, a quem o Senhor fala sobre a necessidade de "renascer do alto". "Mas o que significa isto? Se pode 'renascer"? Voltar a ter o gosto, a alegria, a maravilha da vida, é possível?".




Segundo Francisco, "esta é uma pergunta fundamental de nossa fé e este é o desejo de todo verdadeiro fiel: o desejo de renascer, a alegria de recomeçar. Nós temos este desejo? Cada um de nós tem desejo de renascer sempre para encontrar o Senhor? Vocês têm este desejo? De fato, se pode perdê-lo facilmente, por causa de tantas atividades, de tantos projetos a serem concretizados, e no final, resta pouco tempo e perdemos de vista o que é fundamental: a nossa vida de coração, a nossa vida espiritual, a nossa vida que é um encontro com o Senhor na oração".

Na Comunhão, Deus vai de encontro a minha fragilidade


O Senhor nos surpreende – disse o Papa – mostrando-nos que "Ele nos ama também em nossas fraquezas", tornando-se "a vítima de expiação pelos nossos pecados" e por aqueles do mundo inteiro.

"E este dom, fonte da verdadeira consolação – mas o Senhor nos perdoa sempre, isto consola, é uma verdadeira consolação, é um dom que nos é dado por meio da Eucaristia, aquele banquete nupcial em que o Esposo encontra a nossa fragilidade. Posso dizer que quando faço a comunhão na Missa o Senhor encontra a minha fragilidade? Sim, podemos dizer isto porque isto é verdade! O Senhor encontra a nossa fragilidade para nos levar de volta àquele primeiro chamado: o de ser a imagem e semelhança de Deus. Este é o ambiente da Eucaristia, esta é a oração".

Com informações da Rádio Vaticano.


Recomendado para você
Continue lendo...

09 novembro, 2017

[VÍDEO VIRAL]: Bispo exorta a dar um basta na degradação moral que afeta o Brasil

Nenhum comentário:
- Dom Antônio Carlos Félix. Foto: Diocese de Governador Valadares -

Em vídeo recente que já se tornou viral nas redes sociais, o Bispo da Diocese de Governador Valadares (MG), Dom Antônio Carlos Félix, exorta os fiéis da darem um "basta a essa degradação moral" que afeta o brasil e o mundo com vários casos de corrupção, ataques à família - que é santuário da vida - e imposição da ideologia de gênero.




"É hora de vocês, católicos, agirem. Não fique se pergundando o que a Igreja vai falar ou fazer a respeito disso. Vocês são a Igreja. A pergunta dever outra: o que nós estamos fazendo contra tudo isso?", exortou o Bispo no vídeo que foi publicado no dia 3 de novembro, na página da Diocese, e já conta com mais de 200 mil visualizações e vários compartilhamentos.

Confira abaixo o vídeo com a exortação de Dom Antônio Carlos Félix.




Recomendado para você
Continue lendo...

08 novembro, 2017

Missa não é espetáculo, declara Papa Francisco no início do novo ciclo de catequeses

Nenhum comentário:
- Papa Francisco declarou que Missa não é espetáculo. Foto: Daniel Ibáñez / ACI Prensa -

O Papa Francisco deu início a um novo ciclo de catequeses onde, a cada quarta-feira, falará sobre a Eucaristia e a Santa Missa.

Após concluir o ciclo de catequeses sobre a esperança Papa Francisco afirmou que escolheu falar sobre este tema "para descobrir como, através deste mistério da fé, resplandece o amor de Deus".




E logo no primeiro dia do novo ciclo (08/11), Papa Francisco já deixou o recado para alguns fiéis, padres e bispos que em muitas vezes deixam de participar na celebração para dar atenção há coisas supérfluas, como, por exemplo, fotografar a Santa Missa.

"A mim provoca muita tristeza quando celebro aqui na Praça ou na Basília e vejo muitos celulares ao alto, não só dos fiéis, mas também de padres e até bispos", declarou.

Francisco explicou que "a Missa não é um espetáculo" e sim um caminhar "ao encontro da paixão e ressurreição do Senhor". E pediu: "nada de celulares".

Veja também:


A formação litúrgica dos fiéis é algo indispensável para que haja uma participação ativa, consciente e plena durante as celebrações. Este é um tema central, que os Padres conciliares sublinharam durante o Concílio Vaticano II.

A Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilum, em seu número 11, diz que "para assegurar esta eficácia plena, é necessário, porém, que os fiéis celebrem a Liturgia com retidão de espírito, unam a sua mente às palavras que pronunciam, cooperem com a graça de Deus, não aconteça de a receberem em vão".

Francisco declarou que "um dos intentos fortes do Concílio Vaticano II era levar os cristãos a compreender a grandeza da fé e a beleza do encontro com Cristo; com esse objetivo, sob a guia do Espírito Santo, lançou mãos a uma adequada renovação da Liturgia, pois é dela que a Igreja incessantemente vive e é graças a ela que se renova".

"E esta é justamente a finalidade do clico de catequeses que hoje iniciamos: crescer no conhecimento do grande dom que Deus nos doou na Eucaristia", disse o Santo Padre.


Recomendado para você
Continue lendo...

07 novembro, 2017

No ano mariano, cantora católica tem como missão “cantar Jesus por Maria”

Nenhum comentário:
Texto original publicado em ACI Digital
- A cantora católica Marcela Siesler. Foto: Facebook Marcela Siesler -

No ano em que a Igreja celebrou o centenário das aparições de Nossa Senhora de Fátima e o tricentenário do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida, uma cantora que vem ganhando espaços na música católica brasileira assumiu para si uma importante missão, “cantar Jesus por Maria”.




Marcela Siesler é de Petrópolis (RJ) e desde a infância cultiva em seu coração duas paixões, a música e a devoção pela Virgem Maria. Recentemente, uniu ambas em um mesmo projeto denominado Magnificat.

A cantora explicou à ACI Digital que este projeto musical “pretende difundir a devoção mariana através de shows musicais dinâmicos e orantes, bem como pelas músicas gravadas em um CD, ajudando a celebrar e fazer memória, como uma forma de ação de graças”.

Veja também:


O título Magnificat é o nome do “poema que ficou conhecido na história por causa da primeira palavra de tradução latina de exaltação a Deus, o louvor de Maria de Nazaré” ao Senhor quando visitou sua prima Isabel.

“Este projeto surgiu quando eu buscava minha identidade como cantora, no caminho da profissionalização, e ao encontrá-la demasiadamente mariana, deparei-me com o Ano Mariano no Brasil, 300 anos do milagre de Aparecida e 100 anos de Fátima, contexto perfeito para lançar um projeto mariano”, sublinhou.

Para expressar como vê essa sua missão, Marcela citou uma frase de São Luís Maria Grignion de Montfort: “Quanto mais uma alma estiver consagrada à Maria, tanto mais estará consagrada a Jesus Cristo”.


“A Virgem Maria conduz seus filhos até Jesus Cristo. Mas também é verdade que Jesus nos leva até Maria: Ele é quem inseriu seus vocacionados na comunidade de fé – a Igreja – que encontra em Maria sua melhor e mais nítida imagem”, acrescentou.

Marcela Siesler começou a cantar ainda criança, aos 9 anos, no coral das crianças da catequese da Paróquia Nossa Senhora do Amor Divino, em Corrêas, bairro de Petrópolis, com as irmãs vicentinas.

Naquela época, recordou, o pároco era Pe. José Carlos Medeiros Nunes, conhecido como Pe. Quinha, falecido em 2013. Segundo Marcela, este sacerdote foi “o primeiro grande incentivador desta missão”.

Anos mais tarde, já adolescente, seguiu cantando no ministério Cristo Vida, em Itaipava, também em Petrópolis. E, desde 1999, é ministra de música na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, no bairro Quitandinha, na mesma cidade.




No decorrer de todos esses anos, garantiu, “sempre senti um chamado, um desejo de ampliar minha missão de cantar música, e música sacra. Não cantar por cantar. Mas cantar a fim de fazer o outro rezar, encontrar-se com Deus”.

Além disso, ao seu dom para a música, uniu a relação que cultiva com Nossa Senhora, algo que, conforme relatou, “se estreitou desde minha infância e, principalmente, no início da adolescência, quando vivenciei um período longe de minha mãe”.

Esta relação com a Mãe de Deus é vivida “bem no cotidiano, nas pequenas coisas, as mais simples, como uma mãe mesmo que caminha junto, orienta, fortalece, conduz para Seu Filho, o Cristo”, por exemplo, com “uma Ave Maria em família antes de dormir, um Ângelus na hora do almoço, uma Ave Maria antes da escola, do trabalho, na alegria, na adversidade”.

Assim, Marcela Siesler tem seguido com sua missão como cantora e devota da Virgem, buscando transmitir “uma mensagem de exercer uma relação íntima com Jesus e com Sua Mãe, Maria Santíssima”.

Fonte: ACI Digital

Recomendado para você
Continue lendo...