25 abril, 2018

Papa Francisco nomeia Dom Airton José para Arquidiocese de Mariana

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- Dom Airton José. Foto: Facebook/Arquidiocese de Campinas -

O Papa Francisco nomeou um novo Bispo para a Arquidiocese de Mariana (MG) após aceitar a renúncia de Dom Geraldo Lyrio Rocha por motivos de idade. Assumirá, como novo Arcebispo, Dom Airton José dos Santos.




Dom Airton José era o Arcebispo de Campinas (SP), que foi notícias nas redes sociais após ser divulgado um vídeo no qual, durante a Missa de posse do novo pároco da Paróquia Santo Afonso Maria de Ligório, que pertence à Forania de São Francisco de Assis, um grupo de leigos fez cobranças públicas ao Arcebispo, Dom Airton José, dirigindo a ele palavras ásperas com a tentativa de ridiculariza-lo diante de toda a assembleia.

Veja também:


Sobre o ocorrido, a Arquidiocese de Campinas divulgou nota repudiando "a forma e o conteúdo das palavras inadequadas ao momento" e à pessoa de Dom Airton José.

Breve biografia de Dom Airton José dos Santos


Nascido na cidade de Bom Repouso, no Sul de Minas Gerais, no dia 25 de junho de 1956, Dom Airton foi ordenado sacerdote em dezembro de 1985, por Dom Cláudio Hummes, então Bispo da Diocese de Santo André.




Em sua trajetória atuou como diretor e formador na Casa de Formação dos Seminaristas da Filosofia do Seminário Diocesano de Santo André; coordenador diocesano da Pastoral Vocacional; coordenador diocesano da Pastoral Familiar; membro do Conselho de Presbíteros; e membro do Colégio de Consultores. Depois de 2 anos em Roma, onde obteve o Título de Mestre em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, foi nomeado chanceler do bispado e ecônomo da diocese.

Dom Airton também foi secretário do conselho episcopal do Regional Sul 1 da CNBB (São Paulo) e atualmente é presidente do mesmo Regional. Foi também membro da Comissão Episcopal para os Tribunais Eclesiásticos de Segunda Instância.

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Convento São Francisco amanhece “pintado”

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Publicado originalmente em Franciscanos
- Fachada do Convento e Santuário São Francisco -

O histórico e centenário edifício do Convento e Santuário São Francisco, no centro de São Paulo, amanheceu “pintado” na manhã deste dia 25 de abril. Até aí, nenhuma novidade. O problema é que esta pintura não estava nos planos dos Frades Franciscanos que residem no Convento e foram pegos de surpresa com a “nova fachada”, que desde o dia 19 de abril de 1982 é tombada pelo patrimônio municipal e estadual.




O guardião do Convento, Frei Mário Tagliari, recebeu a notícia com espanto. Segundo ele, a fachada do Convento, na Rua Riachuelo, estava, sim, toda pichada, mas nenhuma empresa, órgão público ou pessoa tinha autorização para pintar. “Levamos quase um ano tentando conseguir aprovação para a recuperação da fachada da Igreja, que ano passado celebrou 370 anos de fundação. E, agora, vem alguém, em nome de não sei quem, cobrir a pichação, jogando uma tinta de cor bege por cima de tudo. E o restante dos sete andares do prédio? E a recuperação das partes do reboco que estão se soltando?”, questionou o guardião Frei Mário. “Não se resolve o problema jogando tinta por cima e, sim, com medidas de segurança, iluminação e câmeras de vigilância”, explicou.

O Convento e Santuário São Francisco completou no ano passado, 370 anos de fundação. Ele foi inaugurado no dia 17 de setembro de 1647. Na época da inauguração era o maior já construído em São Paulo.  Até 2004 foi a sede da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil, que abrange os estados de Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Ela foi fundada em 15 de julho de 1675. No dia 6 de junho de 1997, o Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, declarou que o Convento de São Francisco passaria a ser também Santuário São Francisco, já que recebe fiéis de toda a Grande São Paulo.




Pátio do Colégio


No último dia 10 de abril, o Pátio do Colégio (Pateo do Collegio), marco zero da cidade de São Paulo, também sofreu com atos de vandalismo. Foi escrita a frase “Olhai por nois” com tinta vermelha com letras gigantes. Isabella Tellerman Viana, que usa o codinome Risco, e João Luís Prado Simões França foram detidos e alegaram motivação ideológica para as pichações no Pateo do Collegio, Monumento às Bandeiras e Estátua do Borba Gato.

Publicado originalmente em Franciscanos

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24 abril, 2018

Recursos destinados à ABONG não financiaram causas como o aborto, afirma Dom Werlang

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Publicado originalmente em ACI Digital
- Site oficial CNBB -

Dom Guilherme Werlang, bispo de Lajes (SC) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Social Transformadora da CNBB, assina uma nota do Conselho Gestor do Fundo Nacional de Solidariedade – FNS com data de 08 de abril, para agradecer a todos que participaram da Coleta nacional no marco da campanha da Fraternidade deste ano e para esclarecer alguns pontos que foram motivo de recentes denúncias contra a entidade, entre eles, o destino dos fundos repassados à Associação Brasileira de ONGs (ABONG) em 2017, que segundo denunciantes, teriam sido usados para financiar entidades que apoiam causas como o aborto.




Segundo a missiva do Conselho que administra o Fundo Nacional de Solidariedade, “dentre os 237 projetos aprovados com os recursos da Campanha da Fraternidade de 2017, um deles foi apresentado pela Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais – ABONG. Essa entidade reúne organizações da Sociedade Civil, sem fins lucrativos, para o fortalecimento da base associativa. Em nome de cerca de cem organizações – dentre as quais, várias ligadas à Igreja -, a ABONG pediu recursos para a realização do V Encontro dessas entidades, em São Paulo. Esse encontro tinha como finalidade única e exclusiva discutir o Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil, que é uma agenda política ampla, que tem o objetivo de aperfeiçoar o ambiente jurídico e institucional relacionado às Organizações da Sociedade Civil e suas relações de parceria com o Estado”.

Veja também:


“Assim, a ajuda dada não se destinou a apoiar projetos movidos por ideais divergentes dos valores da fé cristã católica, como por exemplo o aborto. Temos no arquivo do FNS a prestação de contas do evento em questão, bem como todas as notas fiscais, fotografias e a lista de presença do evento”, garantem o Conselho gestor do FNS.

“Comprometemo-nos a analisar mais atentamente os projetos que forem apresentados, bem como a prestar maior atenção aos objetivos das entidades proponentes. O Regulamento do FNS está sendo revisto e aprimorado para ser apresentado ao Conselho Permanente da CNBB”, acrescenta a missiva assinada por Dom Werlang.

“Reafirmamos nosso compromisso com Jesus Cristo e sua Igreja. Daí nossa disposição de continuar trabalhando de acordo com a Moral Católica e a Doutrina Social da Igreja, para que “todos os povos tenham vida” (Jo 10,10)”, conclui a nota órgão responsável pelos recursos do FNS.

Confira a Nota na íntegra abaixo:


Nota de agradecimento e esclarecimento

Conselho Gestor do Fundo Nacional de Solidariedade (FNS)

Agradecimento

Caros irmãos e irmãs da Igreja no Brasil! Vimos por meio desta Nota expressar nosso agradecimento por sua participação na Coleta da Solidariedade de 2018.

O gesto de colaborar com a Coleta no Domingo de Ramos foi uma expressão de sua espiritualidade quaresmal. Assim, sua vivência dos valores do Evangelho se materializou em recursos para o financiamento de projetos sociais em nosso país.




Segundo o Papa Francisco, “o modo melhor e mais concreto para não fazer do dinheiro um ídolo é compartilhá-lo, dividi-lo com os outros, principalmente com os pobres, ou para levar os jovens a estudar e a trabalhar, vencendo a tentação idolátrica mediante a comunhão. Quando compartilhais e doais o vosso lucro, realizais um gesto de elevada espiritualidade, dizendo concretamente ao dinheiro: tu não és Deus, tu não és senhor, tu não és patrão!” [1]

Queremos, pois, em nome de todos os que serão beneficiados por essa coleta, expressar-lhes nossa gratidão, ao mesmo tempo em que nos dispomos a lhes prestar alguns esclarecimentos.

O Fundo Nacional de Solidariedade (FNS)

O Fundo Nacional de Solidariedade é fruto da Campanha da Fraternidade, iniciativa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que, desde 1964, convida os católicos, no período quaresmal, a refletir e agir sobre a situação dos mais pobres e vulneráveis, à luz da Palavra de Deus e da Doutrina Social da Igreja.

O Fundo Nacional de Solidariedade presta um serviço a caridade e busca a emancipação cidadã, fomentando o desenvolvimento comunitário, valorizando práticas e culturas locais, priorizando financiamentos a empreendimentos autogestionários e ambientalmente sustentáveis.

O Fundo Nacional de Solidariedade é formado a partir dos 40 % das coletas nas missas do Domingo de Ramos, realizada em todas as dioceses do Brasil. Ele tem sido gerido por um Conselho Gestor, formado por quatro membros natos (o bispo Secretário Geral da CNBB, o bispo Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Ação Social e Transformadora, o Ecônomo da CNBB e o Secretário Executivo da Campanha da Fraternidade e alguns membros nomeados o Assessor da Comissão Episcopal Pastoral para Ação Social e Transformadora, o representante dos secretários executivos dos Regionais da CNBB,  uma assistente social da CNBB, um colaborador da CNBB que acompanha os projetos do FNS e um representante da Caritas Nacional).

O Conselho Gestor se encontra ao menos três vezes por ano para o estudo e a aprovação dos projetos recebidos.

Projetos apoiados pelo FNS

Anualmente, é publicado um edital, com as exigências que devem ser observadas por aqueles que apresentam projetos. O edital dos anos anteriores está disponível no site. (fns.cnbb.org.br)

Os projetos para o FNS podem ser apresentados por Regionais da CNBB, por Dioceses, Paróquias, Grupos organizados, Associações, Pastorais, Entidades Sociais sem fins lucrativos etc.

Os projetos são classificados em 3 eixos: (1º) Formação e capacitação; (2º) Mobilização para conquista e efetivação de Direitos; (3º) Superação de vulnerabilidade econômica e geração de renda (projetos produtivos).




Ao ser apresentado, um pedido de recursos deve ter a carta de um Bispo. Além disso, é preciso levar em conta que: (1) a entidade proponente e executora do projeto deverão ser a mesma; (2) a instituição deverá indicar sua conta corrente (pessoa jurídica, seu CNPJ) e comprovar a regularidade de sua situação; (3) antecipar qual será a sua contrapartida, monetária ou em bens e serviços; (4) demonstrar como será a continuidade do projeto; (5) levar em conta que o projeto deve responder a problemas ou necessidades de grupos sociais ou segmentos de excluídos.

O Conselho Gestor do FNS prioriza projetos de caráter inovador e com potencial multiplicador, e não apoia projetos para manutenção institucional.

Excepcionalmente, neste ano a Presidência da CNBB apresentará a 56ª Assembleia Geral da CNBB a proposta de destinar a Diocese de Roraima 40% dos recursos do FNS, para os trabalhos que envolvem a acolhida dos migrantes venezuelanos.

Uma vez aprovados os projetos, é publicada uma lista deles no site da CNBB- Fundo Nacional de Solidariedade (fns.cnbb.org.br). Esperamos ampliar a prestação de contas com dados ainda mais completos.

Projeto aprovado para a ABONG

Dentre os 237 projetos aprovados com os recursos da Campanha da Fraternidade de 2017, um deles foi apresentado pela Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais – ABONG. Essa entidade reúne organizações da Sociedade Civil, sem fins lucrativos, para o fortalecimento da base associativa. Em nome de cerca de cem organizações – dentre as quais, várias ligadas à Igreja -, a ABONG pediu recursos para a realização do V Encontro dessas entidades, em São Paulo. Esse Encontro tinha como finalidade única e exclusiva discutir o Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil, que é uma agenda política ampla, que tem o objetivo de aperfeiçoar o ambiente jurídico e institucional relacionado às Organizações da Sociedade Civil e suas relações de parceria com o Estado. Assim, a ajuda dada não se destinou a apoiar projetos movidos por ideais divergentes dos valores da fé cristã católica, como por exemplo o aborto. Temos no arquivo do FNS a prestação de contas do evento em questão, bem como todas as notas fiscais, fotografias e a lista de presença do evento.

Comprometemo-nos a analisar mais atentamente os projetos que forem apresentados, bem como a prestar maior atenção aos objetivos das entidades proponentes. O Regulamento do FNS está sendo revisto e aprimorado para ser apresentado ao Conselho Permanente da CNBB.

Reafirmamos nosso compromisso com Jesus Cristo e sua Igreja. Daí nossa disposição de continuar trabalhando de acordo com a Moral Católica e a Doutrina Social da Igreja, para que “todos os povos tenham vida” (Jo 10,10).

Renovamos nossos agradecimentos a todos os que colaboraram com a CF-2018. Cresça, cada vez mais, nosso compromisso com os mais necessitados, segundo o critério apontado por Jesus.

A Virgem Maria, Mãe da Caridade, nos ensine a seguir os passos de Jesus no serviço ao próximo.

Brasília, 08 de abril de 2018.     

Dom Guilherme Antônio Werlang

Bispo de Lajes- SC

Conselho Gestor do Fundo Nacional de Solidariedade – FNS

[1] Discurso do Papa aos participantes do encontro promovido pelo Movimento dos Focolares: https://w2.vatican.va/content/francesco/pt/speeches/2017/february/documents/papafrancesco_20170204_focolari.html. Consultado em 07 de abril de 2018.

Publicado originalmente em ACI Digital

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12 abril, 2018

[EXCLUSIVO] Sacerdote brasileiro residente em Roma conta como é preparar uma visita papal

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- Papa Francisco e Padre Moisés. Foto: Pe. Moisés/Arquivo pessoal -

Conforme foi noticiado pelo site Vatican News, ACI Digital e vários outros, no dia 15 de abril o Papa Francisco irá visitar a Paróquia São Paulo da Cruz, no bairro  Corviale, em Roma.

Na Paróquia São Paulo da Cruz, há um sacerdote brasileiro exercendo o seu ministério. O nome dele é Padre Moisés Fragoso, do clero da Diocese de Petrópolis. Em entrevista ao blog Sim, sou Católico, ele conta com como foi receber a notícia de que o Papa lhes faria uma visita além de contar os bastidores dos preparativos para uma visita papal.

Padre Moisés está em Roma desde o segundo semestre de 2017 cursando Mestrado em Sagrada Liturgia.

SSC - Como foi receber a notícia de que o Papa visitaria a sua paróquia?


Pe. Moisés - É sempre uma grande graça, porque é a visita do pastor próprio de uma Diocese que vem para fortificar a fé daquela comunidade. O Papa é o Bispo dessa Diocese, então a visita dele em uma paróquia sua é algo grande, sempre muito forte e bonito além de ser uma oportunidade que as pessoas têm de estar com o seu Bispo.




O último Papa que fez uma visita à paróquia foi João Paulo II em 1º de março de 1992. Ou seja, há 26 anos a paróquia não vê o seu Bispo próprio. É claro que existem outros bispos auxiliares que são muito bons e trabalham bastante.

É um momento muito bonito para a comunidade que lança o primeiro olhar, não para o Papa, mas para o Bispo da sua diocese que vem para anunciar o Evangelho e trazer as maravilhas de Deus neste lugar. Então foi uma experiência muito bonita.

SSC - Como é preparar uma paróquia para a visita de um Papa?


Pe. Moisés - É claro que esta experiência bonita tem tudo aquilo a ser preparado. É algo muito grande e é preciso colocar muita coisa no seu lugar. O Papa Francisco é de uma simplicidade muito grande e de uma humildade incrível, mas nós queremos servir o melhor possível para que ele possa se encontrar com as pessoas.

Veja também: 


São muitas reuniões e encontros. É muito diferente, isso eu tenho que dizer, de receber a vista de um bispo diocesano “comum”. Porque um bispo diocesano quando vai a uma paróquia fica lá por um final de semana, às vezes, quando muito, quatro ou cinco dias. O Papa vai ficar conosco somente por algumas horas. E nessas horas que serão intensas, ele vai encontrar as crianças e seus pais, idosos, doentes, haverá algum encontro particular e encontro com os sacerdotes que trabalham na região, não só nós que moramos na paróquia. O Papa também vai confessar algumas pessoas, como ele faz sempre.

Vão ser três ou quatro horas, se não me engano, muito intensas, mas também muito ricas da graça de Deus. E para que essas quatro horas aconteçam bem é preciso trabalho de uma vida, praticamente, e estamos trabalhando há um bom tempo. Recebemos a notícia com cerca de um mês de antecedência, mas não podíamos dizer, pois havia o sigilo que o bispo auxiliar do vicariato pediu que mantivéssemos até a noite da Páscoa.




Imagine você um mês com isso na cabeça sem poder dizer? É claro que o pároco procurou, com a nossa ajuda, trabalhar algumas coisas sem que as pessoas percebessem o motivo: limpar algumas coisas, preparar algumas coisas, porém sem poder dizer claramente a razão daquilo. Quando foi dada a notícia a alegria foi muito grande e claro que se espalhou muito rápido, de modo que todos na nossa região e também fora dela ficaram sabendo.

Tivemos grandes períodos de reuniões depois que a notícia foi anunciada para organizar aquilo que é o objetivo. Não temos tempo para fazer muita coisa como gostaríamos, mas trabalhamos para que o Papa se encontre com as pessoas: que ele possa falar, se quiser, possa cumprimentar, e que possa ver essa experiência do encontro do pastor com suas ovelhas.

- Pe. Moisés e Mons. Guido Marini. Foto: Pe. Moisés/Arquivo pessoal. -

Ainda sobre os encontros, tivemos a reunião com a equipe de Liturgia: o Monsenhor Marini veio com toda a equipe que o ajuda por fora, não aqueles que fazem o serviço litúrgico, mas os que o ajudam por fora. Depois deles, tivemos a reunião com as equipes de TV: a CTV, a TV2000 que é aqui do vicariato, e a RAI.




Tivemos ainda um encontro com a Gendarmeria, que é a polícia própria do Vaticano, com os Carabinieros e com os policiais: tudo isso para poder garantir a segurança do Papa.

SSC - Para o senhor, como é viver esse momento marcante em sua vida sacerdotal?


Pe. Moisés - É encontrar o Papa: aí sim, pois ele não é o meu bispo próprio, embora eu esteja aqui trabalhando na Diocese dele. É encontrar Pedro, que nos fortalece na fé e confirma a nossa fé.

Encontrar com o Papa, para mim, não é encontrar com uma pessoa famosa, um popstar, mas é encontrar com Jesus Cristo. Ninguém mais do que ele é o sinal visível de Cristo em nosso meio: não é a toa que ele é o Vigário de Cristo. Ninguém mais do que ele, ao me falar e ao falar para as pessoas, fala em nome de Cristo. Com toda a sua fragilidade humana e física, ele é o sinal mais evidente de Cristo que nós temos.

Então, para mim, é uma graça e alegria muito grande olhar para ele. É uma possibilidade de encontrar-me com o Senhor novamente de uma maneira diversa: não somente na Eucaristia, que já é ponto máximo, mas através de seu representante na Terra, que é o Santo Padre.

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06 abril, 2018

Facebook se desculpa por bloquear anúncio de universidade católica

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-Cruz de São Damião. Foto: Damian Entwistle via Flickr CC BY NC 2.0 -

O Facebook pediu desculpas pelo "erro" de bloquear um anúncio da Universidade Franciscana de Steubenville (Estados Unidos), após ter considerado o conteúdo muito "violento" e "sensacionalista".

Tom Crowe, diretor de comunicações na web da universidade, disse que a resposta do Facebook ao bloquear o anúncio foi: "Sua imagem, vídeo ou captura não pode ter um conteúdo chocante, sensacionalista ou excessivamente violento".




O anúncio promovia o programa de mestrado em teologia, catequese e evangelização, e usava a cruz de São Damião, um símbolo religioso do século XII que é associado com o santo padroeiro da universidade, São Francisco de Assis.

Em 2 de abril, um porta-voz do Facebook se desculpou pelo bloqueio. Ele disse que "às vezes cometemos erros" e que "essa imagem não viola nossas políticas de publicidade". "Pedimos desculpas pelo erro e já dissemos ao anunciante que aprovamos o seu anúncio", acrescentou.

Veja também:


Em declarações à Fox News, Tom Crowe disse que "o Facebook havia aprovado outros anúncios com a mesma imagem (a cruz de São Damião), o que me faz pensar que não era o algoritmo, mas um funcionário que vê muitos anúncios e tinha algo pessoal contra este".

Crowe então escreveu um artigo no site da universidade intitulado "Ele foi rejeitado". "Na cruz de São Damião vemos Jesus em glória, reinando em seu trono crucificado. É isso que os censores do Facebook consideram excessivamente violento, sensacionalista e chocante", expressou.

Em sua opinião, a dor da crucificação de Cristo só pode enfatizar o amor de Deus por todos os homens: "Foi o amor que o manteve lá (na cruz). O amor por você e por mim, para que não sejamos eternamente condenados por nossos pecados, mas possamos viver para sempre com Ele e Seu Pai no Céu ", escreveu.

Texto original publicado em ACI Prensa. Tradução: Sim, sou Católico

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"Liturgia é fidelidade", afirma Dom Henrique Soares após eventos ocorridos na Semana Santa

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- Foto: Facebook/Dom Henrique Soares -

Em seu site, o Bispo da Diocese de Palmares (PE), Dom Henrique Soares da Costa, manisfestou-se em relação aos acontecimentos envolvendo a Liturgia durante a Semana Santa e enfatizou que "Liturgia é fidelidade".

Neste ano, vários casos de tentativas de inovação na Liturgia foram registrados, tendo mais destaque o caso em que o Santíssimo Sacramento foi transportado com drone durante celebração da Vigília Pascal em uma Igreja da Paróquia São Geraldo Magela, na Arquidiocese de Sorocaba (SP).




"Na Liturgia não há lugar para a criatividade! Liturgia é fidelidade! Ponto e basta!", afirmou Dom Henrique Soares.

Confira abaixo a reprodução integral do artigo publicado no site do Bispo da Diocese de Palmares.

Um lamento...


Impressionante o número de papagaiadas, trejeitos, invenciones, bizarrices filmados e mostrados nas redes sociais por ocasião da Semana Santa.

Todas elas são fruto de duas desgraças: a ignorância do que seja a Liturgia e a ideia de criatividade no âmbito da vida litúrgica da Igreja.

A ignorância de uma consistente teologia da Liturgia, tal qual a Igreja crê e guardou na sua grande Tradição e a Sacrosanctum Concilium apresentou, leva a todo tipo de extrapolação, de comportamentos simplórios e aberrantes, estranhos ao espírito da Liturgia.




Por sua vez, a maldita categoria de criatividade, aplicada à Liturgia, abre as portas para todo tipo de exibicionismo, esquisitismo, subjetivismo, leviandade e até mesmo profanação dos Santos Mistérios de Cristo... Na Liturgia não há lugar para a criatividade! Liturgia é fidelidade! Ponto e basta!

A Liturgia da Igreja agoniza... E, com ela, a vida mesma, a identidade mesma da Igreja agonizam...

E as assembleias, na santa ignorância, conduzidas por pastores infiéis ou simplesmente ignorantes e incompetentes, aplaudem... E a fé católica vai degenerando-se...

Até quando? Tenho medo de que, daqui a pouco, os católicos orientais - unidos à Sé Romana ou não - já não mais nos considerem como Igreja de Cristo...

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