21 agosto, 2018

Abusos na Igreja: a carta do Papa aos fiéis

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Publicado originalmente em Vatican News
- Foto: Vatican News -

Francisco escreveu uma carta a todo o Povo de Deus para falar da "vergonha" provocada pelos casos de abusos cometidos na Pensilvânia e pede oração e jejum, além de uma atuação firme das autoridades competentes.

«Um membro sofre? Todos os outros membros sofrem com ele» (1 Co 12, 26). O Papa Francisco se inspirou nas palavras do Apóstolo Paulo para divulgar esta segunda-feira (20/08) uma carta a todo o Povo de Deus a respeito de denúncias de abusos cometidos por parte de clérigos e pessoas consagradas.




Este crime, afirma o Pontífice, “gera profundas feridas de dor e impotência” nas vítimas, em suas famílias e na inteira comunidade de fiéis ou não.

"A dor das vítimas e das suas famílias é também a nossa dor, por isso é preciso reafirmar mais uma vez o nosso compromisso em garantir a proteção de menores e de adultos em situações de vulnerabilidade."

Pensilvânia


Francisco cita de modo especial o relatório divulgado nos dias passados sobre os casos cometidos no Estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos.

"Sentimos vergonha quando percebemos que o nosso estilo de vida contradisse e contradiz aquilo que proclamamos com a nossa voz”, escreve o Papa. Ele fala ainda de negligência, abandono e arrependimento e cita as palavras do então Cardeal Ratzinger quando, na Via-Sacra de 2005, denunciou a “sujeira” que há na Igreja.

Para o Pontífice, a dimensão e a gravidade dos acontecimentos obrigam a assumir esse fato de maneira global e comunitária.

Solidariedade


Não é suficiente tomar conhecimento do que aconteceu, mas como Povo de Deus, “somos desafiados a assumir a dor de nossos irmãos feridos na sua carne e no seu espírito. Se no passado a omissão pôde tornar-se uma forma de resposta, hoje queremos que seja a solidariedade”.




O Papa explica o que entende por solidariedade: proteger e resgatar as vítimas da sua dor; denunciar tudo o que possa comprometer a integridade de qualquer pessoa; lutar contra todas as formas de corrupção, especialmente a espiritual.

“O chamado de Paulo para sofrer com quem sofre é o melhor antídoto contra qualquer tentativa de continuar reproduzindo entre nós as palavras de Caim: «Sou, porventura, o guardião do meu irmão?» (Gn 4, 9).”

Reconhecimento aos esforços


Francisco reconhece “o esforço e o trabalho que são feitos em diferentes partes do mundo para garantir e gerar as mediações necessárias que proporcionem segurança e protejam a integridade de crianças e de adultos em situação de vulnerabilidade, bem como a implementação da ‘tolerância zero’ e de modos de prestar contas por parte de todos aqueles que realizem ou acobertem esses crimes”.

O Papa reconhece ainda o atraso em aplicar essas medidas e sanções tão necessárias, mas está confiante de que elas ajudarão a garantir uma maior cultura do cuidado no presente e no futuro.

Oração e penitência


O Pontífice faz também um convite a todos os fiéis: oração e penitência.

"Convido todo o Povo Santo fiel de Deus ao exercício penitencial da oração e do jejum, seguindo o mandato do Senhor, que desperte a nossa consciência, a nossa solidariedade e o compromisso com uma cultura do cuidado e o ‘nunca mais’ a qualquer tipo e forma de abuso."

Na raiz desses problemas, Francisco observa um modo anômalo de entender a autoridade na Igreja: clericalismo.




Favorecido tanto pelos próprios sacerdotes como pelos leigos, o clericalismo “gera uma ruptura no corpo eclesial que beneficia e ajuda a perpetuar muitos dos males que denunciamos hoje. Dizer não ao abuso, é dizer energicamente não a qualquer forma de clericalismo”.

Além da oração e do jejum, o Papa chama em causa o sentimento de pertença: “Essa consciência de nos sentirmos parte de um povo e de uma história comum nos permitirá reconhecer nossos pecados e erros do passado com uma abertura penitencial capaz de se deixar renovar a partir de dentro”.

Atrocidades


Por fim, Francisco usa a palavra “atrocidade”.

"É imperativo que nós, como Igreja, possamos reconhecer e condenar, com dor e vergonha, as atrocidades cometidas por pessoas consagradas, clérigos, e inclusive por todos aqueles que tinham a missão de assistir e cuidar dos mais vulneráveis. Peçamos perdão pelos pecados, nossos e dos outros."

E através da atitude de oração e penitência, fazer crescer em nós o dom da compaixão, da justiça, da prevenção e da reparação.

Publicado originalmente em Vatican News


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07 agosto, 2018

A dignidade da pessoa humana

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- Imagem referencial. Foto: Pixabay/Domínio público -

Trecho retirado do livro Escolhidos em Cristo para ser santos - Volume III - Moral Especial

O fundamento do princípio da inviolabilidade da vida humana é a dignidade do homem. O conceito de dignidade exprime sinteticamente o valor do homem. Tal conceito é fruto de um longo processo de amadurecimento histórico da consciência humana e possui aspectos de índole antropológica, ética, política e religiosa. A encíclica Evangelium vitae fala de um «Evangelho da dignidade da pessoa», que constitui «um único e indivisível Evangelho» com o «Evangelho da vida» e com o «Evangelho do amor de Deus pelo homem»[1].




Do ponto de vista da sua gênese histórica, a ideia de dignidade humana deve muito ao cristianismo, mas pode ser suficientemente fundamentada sobre motivações racionais de caráter reflexivo. De fato, o pensamento cristão sobre a dignidade humana percorreu simultaneamente duas vias complementares[2]. Por um lado, uma via de reflexão racional que se move no âmbito da justiça e daquilo que a tradição chamava direito natural. Por outro, uma via mais especificamente teológica ligada à teologia da criação e da história da salvação, tal como podemos encontrar, por exemplo, na constituição pastoral Gaudium et spes[3] e também na encíclica Evangelium vitae.

Do primeiro ponto de vista, o pensamento cristão se encontra com a evidência ético-filosófica de que o homem transcende o ser meramente indivíduo de uma espécie. O homem possui uma interioridade que lhe permite desenvolver uma vida e uma especial comunicação com o mundo, com os outros e com Deus, pela qual é um sujeito, um alguém em si mesmo em sentido pleno. Características da vida que preenchem a interioridade humana são a autoconsciência, a autodeterminação e o senhorio de si, o ser incomunicável no sentido de inalienável e de insubstituível[4].

Veja também:


Na perspectiva propriamente teológica, a dignidade dos seres humanos se apresenta acrescida do fato de serem criados à imagem e semelhança de Deus[5] e resulta ulteriormente potencializada pela redenção[6] e pela chamada a tornar-se partícipe da eterna vida divina como filho de Deus em Cristo[7]. A existência de cada homem responde a uma chamada divina. O ser de cada homem singular remete diretamente a Deus. E nesta remissão está a sua verdade mais profunda, da qual dimana em última análise a sua «altíssima dignidade»[8].

Parece-nos oportuno fazer menção à teologia da imagem. A imagem é um tipo de analogia, de «marca»[9], que o ato criador deixa em cada homem singular e em todos os homens. Para São Boaventura, dicitur imago quod alterum exprimit et imitatur[10]. A substância do conceito de imagem consiste nisto: ao criar o homem, Deus não só comunica o ser e a vida, mas também comunica e exprime algo de Si mesmo. Isto é, mediante uma intervenção particularmente direta[11], comunica e exprime algo que Ele é, se bem que esta comunicação seja imperfeita, já que somente nas processões intratrinitárias Deus se comunica e se exprime perfeitamente a Si próprio. Em suma, há no homem uma imagem expressiva de Deus e, consequentemente, muito mais do que um simples vestígio ou uma sombra distante. Se, ao criar o homem, Deus deixa nele algo Seu, este «algo» divino presente no homem é um bem sagrado, divino[12], no sentido de que é imagem de Deus.




A ideia de dignidade, como a de pessoa, significa excelência, um valor acima das coisas e suprautilitário, não negociável. É conhecida de todos a reflexão de Kant segundo a qual «tem um preço aquilo em cujo lugar se pode pôr outra coisa equivalente; pelo contrário, o que se eleva acima de qualquer preço, e por isso não admite nenhuma equivalência, tem dignidade»[13]. A dignidade é um valor intrínseco, não relativo e não instrumental. Em relação a este valor, não seria possível conceder um peso determinante a categorias como útil, inútil, oneroso, desejado, não desejado, etc. O homem é comparável somente àqueles que possuem também a condição humana, mas tal condição os torna precisamente iguais e não constitui para ninguém um privilégio natural de superioridade sobre os outros.




Este conceito de dignidade humana é visto pela tradição teológica católica como ponto de referência normativo supremo. Nas atividades que se referem às pessoas, não se pode esquecer que elas não podem ser tratadas de modo exclusivamente instrumental, em vista da satisfação dos desejos, de exigências econômicas, do progresso da pesquisa ou de técnicas terapêuticas, etc. Diante delas somente o respeito e o amor são atitudes justas.”

Autor do livro: Ángel Rodríguez Luño


[1] Evangelium vitae, n. 2.

[2] Cf. Comissão Teológica Internacional, «Dignidade e direitos da pessoa humana» (1985), em Id., Documenti (1969-1985), Lib. Ed. Vaticana, Cidade do Vaticano, 1988, pp. 421-461. Veja-se ainda E. Schockenhoff, Etica della vita. Un compendio teologico, cit., pp. 172-186; J. Vial Correa, E. Sgreccia (eds.), Natura e dignità della persona umana a fondamento del diritto alla vita. Le sfide nel contesto culturale contemporaneo (Atos da VIII Assembleia Geral da Pontifícia Academia para a Vida, 25 a 27 de fevereiro de 2002), Lib. Ed. Vaticana, Cidade do Vaticano, 2003; J. M. Haas, «Dignità umana e bioetica», em G. Russo (ed.), Enciclopedia di bioetica e sessuologia, Elledici, Leumann (Turim), 2004, pp. 627-629.

[3] Cf. Gaudium et spes, nn. 12-17 e 22-32.

[4] Para um tratamento mais amplo, Cf. A. Rodríguez Luño, R. López Mondéjar, La fecondazione «in vitro». Aspetti medici e morali, Città Nuova, Roma, 1986, pp. 55-66.

[5] Cf. Gên 1, 26-27.

[6] Cf. Ef 1, 7; 1 Tim 2, 5-6.

[7] Cf. Rom 8, 14-17; Ef 1, 4-5.

[8] Evangelium vitae, n. 34.

[9] Evangelium vitae, n. 39.

[10] São Boaventura, In I Sententiarum, 31, 2, 1, 1, Concl. [ed. Quaracchi] vol. I, p. 540. Cf. também São Tomás de Aquino, S.Th., I, q. 35, ad 1 e q. 93.

[11] Cf. Evangelium vitae, n. 53; Atenágoras, Súplica pelos cristãos: PG VI, 970.

[12] Cf. Evangelum vitae, nn. 34-39.

[13] I. Kant, Fondazione della metafisica dei costumi, Rusconi, Milão, 1994, p. 157 (modificamos ligeiramente a tradução). Para uma análise do contexto da reflexão kantiana, cf. A. Rodríguez Luño, I. Kant: Fundamentación de la metafísica de las costumbres, Ed. Magisterio Español, Madri, 1977.

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"A vida começa na concepção", declara jurista brasileiro

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| Criança no útero / Imagem ilustrativa |

Durante uma entrevista concedida ao programa Academia em Debate, da Universidade Mackenzie, o jurista Ives Gandra Martins falou sobre vários temas, entre eles o aborto e estado laico de direito. Ives é advogado, professor e escritor brasileiro.



O jurista defende que "a vida começa na concepção" e que "o nosso código civil, no artigo 2º, diz que todos os direitos são assegurados desde a concepção". Segundo Ives, "seria ridículo dizer que todos os direitos do nascituro, desde a concepção são assegurados, menos o direito à vida".

Na entrevista, Ives também afirma que o aborto é defendido, mas que os defensores esquecem de dizer como é feito o aborto. "Não apenas a interrupção de uma gravidez, é a interrupção da vida de seres humanos por parte daquele que só podem fazer isso porque não foram abortados por seus pais", declara o jurista.

Veja também:

Durante a entrevista o jurista Ives Gandra também fala sobre estado laico e defende que ser contrário ao aborto não é estar indo contra este posicionamento do estado. "Estado laico não é estado ateu", pontua.

Confira o trecho da entrevista concedida ao programa Academia em Debate, da Universidade Mackenzie.


Você pode ter acesso à entrevista completa pelo link https://www.youtube.com/watch?v=g1lgQT5Hnu8.


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06 agosto, 2018

Por que agosto é o mês vocacional?

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- Imagem referencial. Foto: Pascom Paróquia São Judas Tadeu - Mosela, Petrópolis/RJ -

Todo ano em agosto celebramos em nossas Igrejas o Mês Vocacional. Mas, você já parou para se perguntar por que temos essas comemorações no Brasil?

Em 1981, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em sua 19ª Assembleia Geral, instituiu agosto como o Mês Vocacional. O objetivo principal era o de conscientizar as comunidades da responsabilidade que compartilham no processo vocacional.




É por isso que cada domingo do mês de agosto é dedicado à celebração de uma determinada vocação. No primeiro, celebra-se sacerdócio e os ministérios ordenados; no segundo, o matrimônio junto à semana da Família; no terceiro, a vida consagrada, e por fim, no quarto, a vocação dos Leigos.

Mesmo após 35 anos da instituição do Mês Vocacional, o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, Dom Jaime Spengler, diz que ainda é preciso criar uma cultura vocacional na juventude católica.

Veja também:


“Quando falamos de vocação ou de cultura vocacional, quase sempre temos em mente os ministérios ordenados ou a vida consagrada. Na verdade, trata-se de uma compreensão muito mais ampla da questão. Quanto é necessário, por exemplo, que nas diversas dimensões da vida social haja pessoas leigas, comprometidas com a fé, dispostas a cooperar em construir um mundo um pouco melhor para as futuras gerações”, afirmou em entrevista ao site da CNBB, ressaltando:

“Urge apresentar aos jovens e adolescentes os distintos caminhos do serviço do Senhor e do seu Reino: como leigos engajados nos diversos âmbitos da vida social; casados que assumem o compromisso do matrimônio; consagrados por causa do Reino dos Céus; e ministros ordenados a serviço do povo, nas diversas comunidades de fé”.

Fonte: A12.com


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27 julho, 2018

5 pontos necessários para ser padrinho de Batismo

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- Papa Francisco batizando uma criança no Vaticano. Foto: Vatican Media -
Você sabia que o Código de Direito Canônico tem um cânone específico fala sobre o que é necessário para que um alguém possa assumir o múnus de padrinho de um batizando?

Já falamos sobre o sacramento do Batismo ao menos duas vezes aqui no blog Sim, sou Católico. Em uma publicação, respondemos à pergunta de uma leitora que queria saber se é possível batizar a mesma pessoa duas vezes. Na outra oportunidade, a questão era: Se o Batismo nos lava do pecado, quando pecamos é preciso ser batizado de novo?




Desta vez, trazemos esta lista do cânone 874, parágrafo 1, do Código de Direito Canônico para que não haja erro na escolha dos padrinhos e para que, tanto estes quanto os batizandos, saibam o que deles é pedido pela Igreja.

O que é necessário para ser padrinho de Batismo?


1°. Seja designado pelo batizando, por seus pais ou por quem lhes faz às vezes, ou, na falta deles, pelo próprio pároco ou ministro, e tenha aptidão e intenção de cumprir esse encargo;

2°. Tenha completado dezesseis anos de idade, a não ser que outra idade tenha sido determinada pelo Bispo diocesano, ou pareça ao pároco ou ministro que se deva admitir uma exceção por justa causa;

3°. Seja católico, confirmado, já tenha recebido o santíssimo sacramento da Eucaristia e leve uma vida de acordo com a fé e o encargo que vai assumir;

4°. Não tenha sido atingido por nenhuma pena canônica;

5°. Não seja pai ou mãe do batizando.

Ao fim do parágrafo 1, segue-se outro onde se diz: "O batizado pertencente a uma comunidade eclesial não católica só se admita juntamente com um padrinho católico e apenas como testemunha do batismo".

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19 julho, 2018

Bispo de Franca se pronuncia sobre caso da teca intacta em incêndio

Um comentário:
- Teca e objetos intactos após incêndio. Foto: Facebook/Diocese de Franca -

Por meio do seu Bispo diocesano, Dom Paulo Roberto Beloto, a Diocese de Franca se pronunciou sobre o incêndio no veículo de uma ministra extraordinária da Sagrada Comunhão da Paróquia Santa Rita de Cássia, em Franca (SP). O fato ocorreu no dia 8 de julho e acabou viralizando pelo fato da teca, um terço e uma oração não terem sido consumidos pelas chamas.

Para Dom Paulo, o ocorrido é um fato que impressiona e devemos respeitar também estas situações particulares. "Não podemos negar que Deus possa nos comunicar algo através dos fatos da vida. Mas são experiências particulares, que respeitamos".




O Bispo ressaltou também que "não podemos medir a nossa fé, experiência de Deus e de Igreja, por fatos assim". Ainda, segundo o Dom Paulo, "o que Deus tem para nos comunicar de mais concreto, sobre sua verdade e sua vontade, está presente nas Sagradas Escrituras, na Revelação de Nosso Senhor Jesus Cristo e no Magistério da Igreja. Esta é a nossa segurança e o caminho que devemos seguir".

Entenda este caso que se tornou viral


O incêndio aconteceu na manhã do domingo, 8 de julho, quando Maria Emília da Silveira Castaldi, de 76 anos, quando a ministra extraordinária da Sagrada Comunhão e proprietária do veículo, estava saindo para ir à Missa. Na sequência, ela levaria a Eucaristia para enfermos da paróquia. Os objetos estavam sobre o banco do passageiro, em cima de um jaleco e outros materiais litúrgicos como o sanguíneo, o corporal e o livro de liturgia diária. A teca estava vazia.

"Dei partida e na primeira falhou, dei a segunda partida e o carro ligou e começou a sair fumaça em cima do capô. Logo a garagem começou a ficar toda enfumaçada", explica Emília sobre o início do fogo.

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O carro estava na garagem e precisou ser empurrado às pressas para rua. Um vizinho e um rapaz que passavam pelo local ajudaram e acionaram o Corpo de Bombeiros. "Foi tudo muito rápido, não durou mais que 15 minutos. Antes dos bombeiros chegarem eu quis abrir a porta do passageiro, mas me falaram que fogo podia pular. Fiquei muito angustiada em perder meu material".




Enquanto o fogo avançava, Emília disse que ficou em oração, pedindo a todo o momento que as chamas não chegassem ao tanque de combustível. Quanto aos materiais, estava ciente que não haveria salvação. Logo os bombeiros controlaram o fogo e autorizaram a proprietária a abrir o carro. Sem imaginar, ela, os parentes e vizinhos que acompanhavam a ocorrência se surpreenderam. "Abri a porta e quando vi estava os três objetos intactos. A oração "Oferecimento do Dia" (com pedido aos sacerdotes, ao Santo Papa e a Igreja), além de não queimar, também não molhou. Já o carro ficou preto, todos os plásticos derreteram; dos bancos ficaram somente os ferros".

Ao presenciar aquela cena, a reação da ministra foi chorar. "Foi muito emocionante. Para mim foi uma graça muito grande. Não tem explicação porque resistiram (os objetos). Os materiais não têm marca de queimado e nem cheiro".

Segundo Emília, até mesmo os policiais militares, que atenderam a ocorrência ficaram admirados com o fato. "Um deles ficou bastante comovido ao ver que a teca, o terço e a oração não pegaram fogo".

Para ela, o fato do carro não explodir e o material não ter incendiado são um sinal para a humanidade. "Tenho certeza que a graça de Deus estava junto comigo. Se não estivesse teria acontecido o pior".

Com informações de Pascom Diocese de Franca

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