15 fevereiro, 2018

O que são as indulgências?


- Imagem referencial. Foto: Pixabay (Domínio público) -

Com certeza você também já se fez esta pergunta ao escutar um sacerdote ou outra pessoa dizer que “cumprindo este ou aquele ato você pode ganhar indulgencia”. Mas o que são as indulgências?

A resposta para esta questão pode ser encontrada no Catecismo da Igreja Católica (CIC), do parágrafo 1471 ao 1473. Para facilitar a sua busca, vamos transcrever o que está dito no Catecismo logo abaixo, mas fica a dica: leia também no  CIC e em outros documentos da Igreja, pois será enriquecedor.




“A indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa, (remissão) que o fiel bem-disposto obtém, em condições determinadas, pela intervenção da Igreja que, como dispensadora da redenção, distribui e aplica por sua autoridade o tesouro das satisfações (isto é, dos méritos) de Cristo e dos santos. A indulgência é parcial ou plenária, conforme liberar parcial ou totalmente da pena devida pelos pecados. Todos os fiéis podem adquirir indulgências para si mesmos ou aplicá-las aos defuntos” (CIC §1471).

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“Para compreender esta doutrina e esta prática da Igreja, é preciso admitir que o pecado tem uma dupla consequência. O pecado grave priva-nos da comunhão com Deus e, consequentemente, nos torna incapazes da vida eterna; esta privação chama-se ‘pena eterna’ do pecado. Por outro lado, todo pecado, mesmo venial, acarreta um apego prejudicial às criaturas que exige purificação, quer aqui na terra, quer depois da morte, no estado chamado ‘purgatório’. Esta purificação liberta da chamada ‘pena temporal’ do pecado. Essas duas penas não devem ser concebidas como uma espécie de vingança infligida por Deus do exterior, mas, antes, como uma consequência da própria natureza do pecado. Uma conversão que procede de uma ardente caridade pode chegar à total purificação do pecador, de tal modo que não haja mais nenhuma pena” (CIC §1472).

“O perdão do pecado e a restauração da comunhão com Deus implicam a remissão das penas eternas do pecado. Mas permanecem as penas temporais do pecado. Suportando pacientemente os sofrimentos e as provas de todo tipo e, chegada a hora, enfrentando serenamente a morte, o cristão deve esforçar-se para aceitar, como uma graça, essas penas temporais do pecado; deve aplicar-se, por meio de obras de misericórdia e de caridade, como também pela oração e por diversas práticas de penitência, a despojar-se completamente do ‘velho homem’ para revestir-se do ‘novo homem’” (CIC §1473).

Mediante quem se obtém indulgência?


Ainda afirma o Catecismo da Igreja Católica (cf. §1478) “a indulgência obtém-se mediante a Igreja que, em virtude do poder de ligar e desligar que lhe foi concedido por Jesus Cristo, intervém a favor dum cristão e lhe abre o tesouro dos méritos de Cristo e dos santos, para obter do Pai das misericórdias o perdão das penas temporais devidas pelos seus pecados”.




Este trecho é um dos mais belos sobre a obtenção das indulgências, pois se vê que “a Igreja não quer somente vir em ajuda deste cristão, mas também incitá-lo a obras de piedade, penitência e caridade”.

Indulgências também podem ser aplicadas aos fiéis defuntos, em vias de purificação (purgatório). Como eles “também são membros da mesma comunhão dos santos, nós podemos ajudá-los, entre outros modos, obtendo para eles indulgências, de modo que sejam libertos das penas temporais devidas pelos seus pecados” (CIC §1479).

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