04 fevereiro, 2016

Enfermeira perinatal acolhe em casa os bebês que ninguém quer


Cori Salchert com Charlie, um dos bebês que adotou
Cori Salchert com Charlie, um dos bebês que adotou
Há pessoas com uma bondade infinita (talvez devêssemos chama-las de anjos) como Cori Salchert, uma mulher e mãe que adota os bebês que ninguém quer porque estão doentes ou tem alguma complicação que os torna considerados doentes terminais.

Quem é Cori Salchert


Tal como explicam em Today, Cori é uma mulher que trabalhou como enfermeira especialista em luto perinatal, mãe de oito filhos, que compartilha a vida com seu marido Mark, residindo em um lar que ambos chamam de “a casa da esperança”.






Assim a chamam desde que no ano de 2012 decidiram começar a adotar os bebês com diagnósticos terríveis, aqueles que dizem não viverão por muito tempo.

São crianças que vês de famílias que têm dificuldade para aceitar a condição de seus filhos, e algumas são incapazes de suportar a ideia de testemunhar o fim de suas vidas.

O primeiro dos bebês que adotaram foi Emmalynn, que viveu 50 dias junto deles até que um dia faleceu nos braços de sua mãe adotiva.

Desde então, tanto o casal como seus filhos decidiram se dedicar a cuidar desses bebês, para ajuda-los em seus últimos dias.

A irmã de Cori


Cori Salchert teve uma irmã pequena, Amie, que ainda bebê contraiu uma meningite que afetou seriamente seu cérebro causando-lhe uma deficiência. Por esta razão, Amie estava vivendo alguns anos em uma residência para crianças com necessidades especiais até que um dia, aos onze anos, pode sair pela porta.

Nesse dia, Amie foi para uma área com água em um campo de golfe e ali morreu afogada. Cori não podia suportar a ideia da irmã tentando entender o motivo de não conseguir respirar e a razão de ninguém ter ajudado.

com seu título de enfermeira, começou a trabalhar com todos os tipos de pacientes, sendo os seus preferidos aqueles que estavam perto de dizer adeus à vida e aos que estavam do outro lado, dizendo olá pela primeira vez: os recém-nascidos.


Na área da maternidade, ela descobriu o estranho sentimento de perceber que a vida de uma mãe iria mudar para melhor e a tristeza de sair com os braços vazios por uma causa de uma morte no final da gravidez ou após o nascimento e sentiu a necessidade de fazer algo para essas famílias, uma forma de ajudar. Onde muitos profissionais preferem não estar perto da dor, ela viu uma oportunidade de ajudar.

Assim ela acabou trabalhando na Hope After Loss Organization, uma organização criada para oferecer ajuda e tentar trazer esperança às famílias cujos bebês haviam falecido.

Um chamado a acolher


Então, Corie, sua filha, teve sérios problemas de saúde: uma doença autoimune começou a danificar seus órgãos digestivos e necessitou de várias cirurgias e muito tempo de cama. Após se questionar sobre como Deus iria redimir aquela dor, recebeu um telefonema perguntando se ela poderia cuidar de um bebê de duas semanas que não viveria muito tempo.

A menina nasceu sem parte de seu cérebro e os médicos disseram que não havia esperança para ela.




Eles explicaram que ela estava em um estado vegetativo, incapaz de ver ou ouvir e só respondia a estímulos muito dolorosos. Cori e sua família estudaram o caso, a situação, e aceitaram cuidar dela explicando que na realidade não lhes faziam um favor, que na realidade era um privilégio, pois foram eles que lhe puseram um nome e que a acolheu como um da família.

Sua alternativa era viver em um hospital, sozinha, alimentada por uma bomba até que seu corpo dissesse basta. Então a levaram para casa, onde cuidaram e deram amor durante os 50 dias que aquela pequena criança viveu.

Foram dias em que todos os membros da família se envolveram no cuidado, em dar amor, carinho e trata-la como mais um. Quase dois meses após se unirem pela dor da perda, brotou o entusiasmo por fazer o mesmo com outro bebê.

Charlie, dez reanimações em um ano


Em outubro de 2014, eles receberam Charlie em sua família, um bebê que, até então, tinha quatro meses e um diagnóstico de lesão cerebral já limitava sua vida. Sem saber bem qual era sua expectativa de vida, eles estimavam que a criança não fosse viver mais do que dois anos.

Hoje, 04 de fevereiro de 2016, Charlie tem 19 meses e no ano passado teve de ser reanimado em dez ocasiões. Agora, vivendo graças ao suporte vital, foi decidido que da próxima vez que seu coração falhar não faram nada além de acompanhá-lo e dar carinho, deixando-o ir.

Antes desse momento, a família está fazendo o possível para fazê-lo sentir-se como mais um membro.

O presente de acolher e acompanhar


O que para muitas pessoas seria um fardo, um impedimento para seguir com suas vidas, para Cori é um grande presente. Ela considera ser um dom poder ser parte da vida destes bebês, com a capacidade de aliviar-lhes o sofrimento, de dar-lhes carinho e afeto e ver que eles, apesar do que sofrem, são capazes de evolver um sorrido em troca, agradecidos.


Tradução livre pelo blog Sim, sou Católico
Texto original em espanhol em Religión en Libertat

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