13 dezembro, 2012

Bispo fiel à Igreja está preso na China e poderia perder seu título episcopal



(ACI) Dom Taddeo Ma Daqin, Bispo Auxiliar de Shangai (China), ordenado no dia 7 de julho deste ano, corre o perigo de perder, além da liberdade – está em prisão domiciliar há meses – seu título episcopal.

Segundo informações da agência Ucanews, sua nomeação teria sido revogada pelo Conselho de bispos católicos chineses dado que no dia da sua ordenação episcopal, o Prelado desafiou a política religiosa que pesa há 60 anos sobre a Igreja da China ao renunciar à Associação Patriótica, o organismo de controle governamental sobre os católicos em todo o país asiático.

O Bispo também se negou a compartilhar o cálice da comunhão com um bispo excomungado pela Santa Sé. Desde esse dia está preso.

Por este gesto recebeu o aplauso dos fiéis e se converteu em um exemplo de valentia para muitos sacerdotes e bispos da China.

A Associação Patriótica, criada por Mao Zedong em 1958, nasceu com o ideal de criar uma Igreja independente da Santa Sé e na qual os bispos sejam nomeados de forma autônoma.

O Conselho dos bispos, que seria aparentemente o responsável pela remoção de Dom Taddeo Ma Daqin, não tem o reconhecimento da Santa Sé, porque está conformado somente por bispos reconhecidos pelo governo. Além disso, no Conselho há vários excomungados.

China permite o culto católico unicamente à Associação Patriótica Católica Chinesa, ajudante do Partido Comunista da China, e rechaça a autoridade do Vaticano para nomear bispos ou governá-los. A Igreja Católica fiel ao Papa não é completamente clandestina; embora seja assediada constantemente.

As relações diplomáticas entre a China e o Vaticano se romperam em 1951, dois anos depois da chegada ao poder dos comunistas que expulsaram aos clérigos estrangeiros.


Fonte: ACI Digital


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