12 novembro, 2015

Grande participação na manifestação de protesto contra a lei sobre a islamização de menores



(AF) A manifestação de protesto contra a lei sobre a islamização de menores, realizada na terça-feira, 10 de novembro, em Bagdá, na igreja caldeia de São Jorge, contou com a participação maciça de cristãos e membros de outras comunidades religiosas iraquianas não muçulmanas. A manifestação tinha sido convocada pelo Patriarca caldeu Louis Raphael I para protestar contra a lei que autoriza a passagem automática para a religião islâmica de menores quando um dos pais se converte ao Islã.

Muitos manifestantes, como documentado no site ankawa.com – exibiam faixas e cartazes onde a lei era definida como um grave fator de desestabilização da convivência entre as várias componentes da sociedade iraquiana. Participaram da manifestação vários membros do Parlamento iraquiano. Durante a manifestação, o Patriarca caldeu repetiu nos microfones o propósito de recorrer aos tribunais internacionais que tutelam os direitos humanos – começando pelo Alto Comissariado da Onu para os direitos humanos – se o Parlamento iraquiano não modificar a lei, que contrasta com os artigos da Constituição iraquiana em que se afirma a plena igualdade dos cidadãos diante da lei.

Em 27 de outubro passado (veja Fides 28/10/2015), o Parlamento iraquiano rejeitou com grande maioria a proposta de modificação da lei apresentada pelos representantes cristãos, mas apoiada por parlamentares pertencentes a formações diferentes. Nesta proposta, se pedia para acrescentar ao parágrafo relativo aos menores da lei controversa uma frase, com o objetivo de afirmar que no caso de conversão ao Islã de um dos pais os menores permaneciam na religião originária de pertença até os dezoito anos, para depois escolher a religião com plena liberdade de consciência.



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