21 janeiro, 2013

A participação dos fiéis leigos na Santa Missa - primeira parte


A Igreja possui uma instrução, chamada Redemptionis Sacramentum, que fala sobre alguns aspectos que se devem observar e evitar acerca da Santíssima Eucaristia. Depois que observamos uma postagem no grupo Igreja Católica Apostólica Romana (dentro da rede social do Google), tivemos a ideia de publicar, dividindo a postagem em duas partes, alguns trechos dos itens 1 e 2, presentes no capítulo II da mesma instrução. 

Esse capítulo é fundamental para que se possa entender qual é a função de cada fiel na celebração da Santa Missa. Abaixo você encontra uma síntese, mas você pode conferir o texto na íntegra no site do Vaticano.




Instrução
Redemptionis Sacramentum


Capítulo II - A participação dos fiéis leigos na celebração da Eucaristia



1. Uma participação ativa e consciente

 

A celebração da Missa, como ação de Cristo e da Igreja, é o centro de toda a vida cristã, em favor da Igreja, tanto universal como particular, e de cada um dos fiéis. Deste modo o povo cristão manifesta sua coerente ordem e hierarquia.

Todos os fiéis, pelo Batismo, têm sido libertados de seus pecados e incorporados à Igreja, destinados pelo caráter ao culto da religião cristã, para que por seu sacerdócio régio, perseverantes na oração e na louvação a Deus, eles mesmos se ofereçam como hóstia viva, santa, agradável a Deus e todas suas obras o confirmem, e testemunhem Cristo em todos os lugares da terra, dando razão a todo o que nele pede e em quem está a esperança da vida eterna. Portanto, também a participação dos fiéis leigos na celebração da Eucaristia, e nos outros ritos da Igreja, não pode equivaler a uma mera presença mais ou menos passiva, mas sim que se deve valorizar como um verdadeiro exercício da fé e a dignidade batismal.

Para promover e manifestar uma participação ativa, a recente renovação dos livros litúrgicos, de acordo com o espírito do Concílio, tem favorecido as aclamações do povo, as respostas, salmos, antífonas, cânticos, assim como ações, gestos e posturas corporais, e o sagrado silêncio que cuidadosamente se deve observar em alguns momentos, como preveem as rubricas, também de parte dos fiéis.

Sem dúvida, por mais que a liturgia tenha esta característica da participação ativa de todos os fiéis, não se deduz necessariamente que todos devam realizar outras coisas, em sentido material, além dos gestos e posturas corporais, como se cada um tivera que assumir, necessariamente, uma tarefa litúrgica específica. A catequese procure com atenção que se corrijam as ideias e os comportamentos superficiais, que nos últimos anos se têm difundido nalgumas partes, nesta matéria; e desperte sempre nos fiéis um renovado sentimento de grande admiração frente à altura do mistério de fé, que é a Eucaristia.

São de grande utilidade, para suscitar, promover e alimentar esta disposição interior de participação litúrgica, a assídua e difundida celebração da Liturgia das Horas e, o uso dos sacramentais e os exercícios da piedade popular cristã. Este tipo de exercícios ‘que, embora no rigor do direito não pertencem à sagrada Liturgia, têm, sem dúvida, uma especial importância e dignidade’, se devem conservar pelo estreito vínculo que existe com o ordenamento litúrgico, especialmente quando têm sido aprovados pelo mesmo Magistério; isto vale sobretudo para a reza do rosário.

A assembleia que se reúne para celebrar a Eucaristia necessita absolutamente, para que seja realmente assembleia eucarística, de um sacerdote ordenado que a presida. Por outra parte, a comunidade não está capacitada para dar-se por si só sem o ministro ordenado.







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