19 novembro, 2015

O muro que protege a Porta Santa e o desmuramento para um Ano Jubilar


Papa Francisco na parte externa da Porta Santa Foto: L'Osservatore Romano
Papa Francisco na parte externa da Porta Santa
Foto: L'Osservatore Romano

Quando um ano jubilar se encerra, na parte interna da Porta Santa é construído um muro para indicar que naquele momento não está sendo celebrado um Ano Santo. Tal muro também serve para impedir que a porta seja violada. Até o último jubileu do segundo milênio, este muro era construído também na parte externa da Porta, mas após um episódio ocorrido em 1974, Paulo VI decidiu então que, ao fim daquele ano jubilar, esta parte não seria mais murada.

Antigamente, na abertura de um novo ano jubilar, acontecia, ante a Porta Santa, o ritual de desmuramento. Este rompia o lacre que havia selado a Porta no período entre os jubileus. Esta cerimônia era presidida pelo Papa que, em frente a Porta Santa, dizia as palavras do Salmo 117,19 - Aperite mihi portas iustitiæ (abri-me as portas das justiça) - e atingia a parede que a selava com um martelo.






A última vez que este ritual aconteceu foi na abertura do Ano Santo de 1974, sob o pontificado de Paulo VI. Na ocasião, pedaços de tijolos caíram sobre o Pontífice. João Paulo II não fez o rito de desmuramento nos Anos Santos que abriu e encerrou. Para o Jubileu da Misericórdia (2015-2016), o desmuramento também não será feito durante as solenidades de abertura porque já o fizeram, de modo privado, na terça-feira, 17 de novembro.

Confira abaixo o vídeo do último desmuramento do selo da Porta Santa da Basílica de São Pedro, no Vaticano.




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