21 março, 2018

Bispo faz palestra em loja maçônica e 'chefe' da loja se diz Católico: tá certo?


- Bispo da Diocese de Crato (CE) foi palestrar em loja maçônica. Foto: Reprodução/Internet -

Circula em alguns sites a notícia de que um bispo católico foi a uma loja maçônica para fazer uma palestra sobre a Campanha da Fraternidade 2018. O pior é que dessa vez não é fake news: o tal Bispo foi mesmo! E o fato aconteceu em 14 de março.

A notícia de que o Bispo da Diocese de Crato (CE), Dom Gilberto Pastana, palestrou por cerca de 40 minutos na Loja Maçônica Evolução Nordestina foi publicada no site Badalo (cujo mesmo texto foi publicado posteriormente no blog católico Fratres in Unum) e também no site Miséria. Ambos os sites classificaram o fato como acontecimento inédito no Ceará e tem católico sem entender até agora o motivo para o Bispo ter se reunido em uma instituição dessa.




Um dos sites dá conta de que "a visita de Dom Gilberto à Loja Evolução Nordestina pode representar uma abertura das duas instituições, cujas relações foram até hoje permeadas por diferenças". Abertura? Continue lendo que já, já vamos falar sobre a posição da Igreja em relação à maçonaria.

Fato curioso é que durante uma entrevista a uma TV local para falar sobre aquele momento, João Carlos Barbosa - dito venerável mestre daquela Loja Maçônica e, por conseguinte, participante ativo da maçonaria - declarou ser Católico Apostólico Romano e afirmou que a maioria dos que frequentam aquela loja maçônica são católicos. Mas é possível fazer essa mistura? É possível ser católico e maçom ao mesmo tempo?

O que a Igreja diz sobre a maçonaria?


Para a tristeza de João essa mistura não é possível, pois a Igreja já afirmou várias vezes que não é possível ser católico e maçom ao mesmo tempo. O fato de Dom Gilberto Pastana ter ido palestrar na loja maçônica pode servir ainda mais para confundir algumas pessoas acerca desse assunto. O bispo podia ter preferido ir na casa de uma das pessoas ao invés de ir na sede deles.




Papa Leão XIII, na encíclica Humanum Genus, que fala sobre a maçonaria, denunciou a seita dos Maçons a declarou publicamente como contrária à lei e ao direito, sendo esta perniciosa tanto à Cristandade como ao Estado. Tal encíclica foi assinada pelo pontífice em 1884.

Na encíclica, Leão XIII elencou uma série de pontífices que já haviam deixado claro que nunca foi permitido pela Igreja que os fiéis se associassem à maçonaria.

Em 26 de novembro de 1983, a Congregação para a Doutrina da Fé expediu um documento intitulado Declaração sobre a Maçonaria, o qual reforça que o posicionamento da Igreja não mudou em relação ao assunto.

Saiba mais sobre o assunto:


O documento começa a partir de um questionamento que foi feito à Congregação. "Foi perguntado se mudou o parecer da Igreja a respeito da maçonaria pelo fato que no novo Código de Direito Canônico ela não vem expressamente mencionada como no Código anterior".

A Congregação responde que "tal circunstância é devida a um critério redacional seguido também quanto às outras associações igualmente não mencionadas, uma vez que estão compreendidas em categorias mais amplas".

No terceiro parágrafo do documento, eis a resposta que confirma o que a Igreja sempre ensinou em relação à maçonaria: "Permanece portanto imutável o parecer negativo da Igreja a respeito das associações maçônicas".

Os princípios da maçonaria "foram sempre considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja e por isso permanece proibida a inscrição nelas".

Recomendado para você
Compartilhe :

0 comentários:

Postar um comentário